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por Gustavo Jreige

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Sexta-feira, Outubro 28, 2005


The BOBs
O Best of the Blogs, premiação para os melhores blogs da internet, está chegando a sua fase final, com os 8 melhores blogs de cada categoria, entre eles diversos brasileiros.
Finalista como melhor blog do planeta, está o Tupiniquim, um blog verdadeiramente brasileiro, feito em Sintra, Portugal (como gentilmente me avisou LG, o blogueiro do Tupiniquim), sobre povos indígenas. Não conhecia, mas voto nele, claro.
Como melhor blog multimídia, temos o Propagandas Antigas concorrendo, um nostálgico vizinho daqui do blogger.br, que é muito bom mesmo. Voto certo.
Na categoria Melhor Podcast e no Prêmio Especial Repórteres sem Fronteiras, não temos nenhum representante.
Mas é na categoria Melhor Blog Jornalístico, a única dividida por línguas, que a coisa complica.
Temos lá diversos topblogs da nossa internet e a decisão fica difícil.
Imagine, temos que escolher entre o NoMínimo|Weblog, o Tupiniquim, o Blônicas, o Blog do Noblat, o Vizinho do Jefferson, o Kibe Loco e o The Metropolitann Journal, além de Desabafos Angolanos, o único em língua portuguesa que não é do Brasil (o Tupiniquim, embora seja de Portugal e fale de todos os cantos do mundo, tem temática central brasileira).

Vejamos os brasileiros (ou quase)...
O Kibe Loco é um dos melhores blogs do planeta e é conhecido até fora da internet, ganhando inclusive quadro em programa da Globo, mas é humorístico, não jornalístico.
O NoMínimo|Weblog é ótimo, mas não é expoente da nossa blogosfera, assim como o Blônicas, que traz textos ótimos todos os dias.
O The Metropolitann Journal é um blog normal, de boa qualidade, feito por um estudante brasileiro. É ótimo ter esse blog na lista, é uma prova de que blogs de jovens podem ser bons. Além de tudo é completamente paulista!
O Tupiniquim, como eu disse acima, é um blog interessantíssimo, que luta pela causa indígina com responsabilidade. É feito em Portugal, mas não permite ao visitante saber de onde ele é, visto sua globalidade e "brasilidade", o que é uma grande qualidade.
O Vizinho do Jeffersonn, outro vizinho de blogger.br, inaugurou uma nova modalidade de blog no país: o bisbilhoteiro jornalístico. Ficar olhando pela janela e relatando o que vê foi só o começo do blog que depois passou, sim, a exercer um novo tipo de jornalismo.
O Blog do Noblat foi o maior blog da nossa internet no ano. Deu furos jornalísticos e efetivamente teve influência nas decisões políticas nacionais. Um blog nunca conseguiu um feito tão grande no nosso país. Por outro lado, é um blog de terno e gravata e, embora independente, tem uma estrutura fora do comum.

De qualquer forma, fico com o Blog do Noblat, por seu pioneirismo. É o mais jornalístico de todos, o de maior influência e o que fez os blogs brasileiros ganharem um sentido mais importante no mundo offline, consolidando-nos como veículo de imprensa.

E você, em qual vota?

Publicado por Gustavo Jreige em 19:38,


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Quinta-feira, Outubro 27, 2005


Online!
Após horas no telefone com o Centro de Diagnósticos do Speedy e diversos testes, o erro mudou. Agora, o computador reconhecia o PPPoe, mas não conseguia se conectar nele. Conclusão: em 48 horas um técnico estará aqui.
Desliguei o telefone e, como não desisto fácil, tentei conectar por uma conexão manual do Speedy que criei ontem. E...
Funcionou!

Estou conectado em banda larga, pelo método alternativo. Pelos softwares normais (o do Speedy e o Speed UOL), ainda não funciona, então não cancelei a visita do técnico.
Mas o que importa é que posso ficar sossegado e online, acabou o sufoco de contar os minutos conectado, pelo preço e pela demora. Tentando abrir o mapa do metrô ontem, por dial up, demorei 20 minutos na página. O pior é que eu pago um plano discado da Globo.com (por causa do blog), mas não tinha nem o discador nem os números, então tive que apelar pra IG e Orolix, que eu tinha instalados no PC. Que sacrifício, que teste de paciência. Depois disso, vou tomar cuidado pro blog ficar mais leve...

A web nunca esteve tão rápida quanto agora.

Publicado por Gustavo Jreige em 18:42,


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Terça-feira, Outubro 25, 2005


Vlado
30 anos sem Vladimir Herzog.
O bêbado ainda traja luto, mas o show continuou. O cálice foi afastado.
Dia da democracia, dia de relembrar um jornalista que abriu mão de sua vida pela do país.
Estamos vivos. Ele também.
Que seu jornalismo e história nunca morram.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:52,


Offline
Estou sem Speedy. Meu computador está com algum problema e parece se degenerar, mas falta tempo para levar na assistência.
Hoje ele parou de reconhecer o PPPoE. Ou seja, nada de banda larga.
Portanto, provavelmente não postarei enquanto não resolver o problema. Depois de tantos anos com conexão rápida, não consigo fazer nada em dial up.
Estou esperando a ligação de uma central especial do Speedy (a normal não conseguiu mudar nada) pra tentar ma ajudar, mas não boto muita fé.
Justo agora, nessa semana, que preciso muito da web. Fazer o quê?!

Até lá!

Publicado por Gustavo Jreige em 20:51,


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Domingo, Outubro 23, 2005


Referendo
Como já esperávamos, o NÃO venceu o Referendo sobre a proibição do comércio legal de armas de fogo e munição no Brasil.
64,09% dos votos já apurados (87,61% às 20h56) são pro NÃO, enquanto o SIM obteve 35,91%, sendo matematicamente consolidado o resultado.
Acho uma pena, acabamos de negar uma chance de mudança a longo prazo.
Se não temos chance de melhorar, também não temos de piorar (será?). Continuamos como estamos. Se o povo quis assim, que assim seja.
Graças a Deus acabou o assunto e as medíocres campanhas. Ufa, nunca vi algo tão despropositado (a decisão deveria ser tomada por nossos políticos...) dar tanta discussão.
Chega. Agora só falaremos de armas no próximo "grande" crime que for comentável...
Pois é, não vai demorar muito.

Próxima página: Você é a favor da legalização do aborto?

Publicado por Gustavo Jreige em 20:57,


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Sábado, Outubro 22, 2005


Kibe Loco na Globo
Nota do Daniel Castro de hoje:

Humor
A Globo contratou Antonio Pedro Tadet, editor do blog Kibeloco, que muitas vezes já tirou sarro da própria TV (exibiu vídeo em que William Bonner imita Clodovil). Tadet será redator do "Caldeirão do Huck" e terá um quadro, "Kibe Loco, o Repórter".


Que bom, mais um membro nobre da blogosfera é contratado por outros veículos.
Mesmo sendo Tabet, e não Tadet, é uma bela notícia.
Fico muito feliz. Pouca gente faz um humor tão bom quanto ele, é mais que merecido.
Viva o Kibe!

Publicado por Gustavo Jreige em 09:47,


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Sexta-feira, Outubro 21, 2005


Vlado
(press-release da TV Cultura)
A TV Cultura preparou uma programação especial para relembrar os 30 anos sem Vladimir Herzog

Na próxima terça-feira (25/10), a TV Cultura exibe, a partir das 21h00, uma programação especial para comemorar os 30 anos sem o jornalista Vladimir Herzog, preso pelas forças de repressão da ditadura militar e submetido a torturas até a morte, nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo, a 25 de outubro de 1975. Vladimir Herzog era, na época, diretor de Jornalismo da TV Cultura. Foi morto um dia depois de ter sido acusado de subversivo por militar no Partido Comunista Brasileiro, e horas depois de se apresentar no DOI-Codi para depor.

A partir das 21h, no "Jornal da Cultura", serão exibidos flashes, ao vivo, da cerimônia de entrega do 27º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, no Memorial da América Latina, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de SP ;

Às 22h00, a TV Cultura leva ao ar o documentário inédito "30 Anos Sem Vladimir Herzog", com apresentação de Fábio Perez, roteiro e reportagens de Cláudia Piche e supervisão de Monica Teixeira. O vídeo, que reúne 12 matérias produzidas para o "Jornal da Cultura", mostra o lado pessoal de Herzog como jornalista, contando de que forma tudo aconteceu nas semanas anteriores e no dia em que ele foi morto nas dependências do DOI-Codi.

Logo após o documentário, às 22h30, a emissora transmite, ao vivo, direto de seus estúdios, o show "A Presença de Vlado", que contará com as participações da cantora Maria Rita, do grupo MPB-4, do cantor e compositor João Bosco, do instrumentista Yamandú Costa e do Ballet Stagium. Paulo Markun e Rolando Boldrin serão responsáveis pela apresentação e leitura de trechos de textos de Herzog.

Às 23h30, o programa "Observatório da Imprensa", apresentado pelo jornalista Alberto Dines, também será dedicado a Herzog.



Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto de Vladmir Herzog. Ele, maior símbolo do jornalismo independente e destemido, é uma das pessoas que me fazem querer ser jornalista.
Falo dele no presente, embora ele tenha sido assasinado no DOI-CODI em 1975, porque só conhecí sua história, e essa não morre jamais.
Quem não conhece a triste e encorajante vida e morte de Vlado, procure ler ou assistir sobre. Vale a pena.
Já sabem, terça feira de noite, estarei ocupado.

Publicado por Gustavo Jreige em 16:26,


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Quinta-feira, Outubro 20, 2005


Referendo
As campanhas do referendo são péssimas, ambas, não dá pra tirar proveito delas. Vendo a do NÃO, eu tinha argumentos pra votar SIM, e vice-versa.
Tentei, tentei me convencer, mas não deu: Não consigo encontrar nenhum argumento sólido para votar 1.
De formação, eu já era a favor do desarmamento, ignorei isso e analisei bem todos os argumentos, mas os do NÃO me parecem vazios ou não tão fortes.
Pra mim, a hipótese de uma mudança, mesmo que a longo prazo, é bem mais valiosa do que um direito que eu não quero ter, nem quero que ninguém tenha.
Quem vê o jeito que as coisas estão, pensa que o NÃO é indubitavelmente o correto, aquele em que todos devem votar. Pode ser, mas não é certeza. Alguns votantes do 1 são bastante arrogantes e se sentem muito inteligentes, só por votar não, e basta você dizer que vota SIM para afirmarem que você é inocente, que não sabe de nada. Desculpe, não sou burro, nem mal informado. Li e refleti bastante e tenho certeza do que quero. Inocente pra mim é quem acha que do jeito que vamos, teremos um bom futuro. Burro pra mim é quem vê um único argumento clichê e, sóporque todos repetem ele, não analisa os demais.
Esse post é rápido, apenas pra afirmar minha posição mesmo. Estou escrevendo decentemente sobre o referendo pra escola, pode ser que eu publique aqui.
Não tenho obrigação de votar, mas vou. Voto 2, voto SIM.
E você?

Publicado por Gustavo Jreige em 17:23,


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Terça-feira, Outubro 18, 2005


Mais um...
O Fuxico tem me pressionado a reativar um blog que mantive por pouco tempo, o Que Furo!. Nele eu colocava os furos que os veículos de imprensa davam - e não estou falando de furos jornalísticos. É incrível a quantidade de erros que esses sites cometem.
Vejamos a nota:

18/10 - 12:27 Galã português de Senhora do Destino retorna ao Brasil

Nuno Lopes, o galã português que fez sucesso ao participar das novelas Esperança e Senhora do Destino, está com passagem marcada para o Brasil.

De acordo com o jornal Diário de S. Paulo de terça-feira, dia 18, o ator virá para o Brasil estrelar a peça A Morte de Romeu e Julieta, que mostra a história do amor idealizado, mas também o seu contrário.

Em seu último trabalho por aqui, como o personagem Constantino em Senhora do Destino, o ator conquistou o coração dos brasileiros e causou até rumores de um affair com a atriz Adriana Lessa.



Estranhei a nota e procurei no Google por Nuno Lopes. Era um ator novo, português, que havia realmente feito "Esperança" no Brasil, mas não "Senhora do Destino".
O ator que fez o Constantino de "Senhora do Destino" é Nuno Melo, também português, mas bem mais velho.
Pode ser que Nuno Lopes tenha feito uma participação em "Senhora", interpretando Constantino jovem, mas acho que não. Nem o site da novela tem Nuno Lopes, só Nuno Melo.
De qualquer forma, o Fuxico se enganou, já que era Nuno Melo o par de Adriana Lessa - e não o Lopes. Muito confuso.
E toda essa confusão partiu do próprio site e não da notícia que serviu de fonte, porque Patrícia Kogut, no "Diário de S.Paulo" de hoje, deu a nota assim:

De volta ao Brasil

Lembram do ator português Nuno Lopes, que fez par com Maria Fernanda Cândido na novela "Esperança"? Pois ele vem para o Brasil com a peça "A Morte de Romeu e Julieta".


Nada de Senhora do Destino.

O Fuxico e o IMDB erraram ou estou ficando doido?

Publicado por Gustavo Jreige em 15:48,


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Segunda-feira, Outubro 17, 2005


Tristeza e Alegria
Dói ver que o Zorra Total da semana retrasada deu mais audiência que o episódio final de Hoje é Dia de Maria. 27 pontos contra 30, de média no Ibope.
Esse país está perdido. Depois a gente ainda reclama que a TV não tem qualidade, mas quando tem o povo ignora... Quem não tem qualidade, infelizmente, é nosso povo. Falta base, falta cultura o suficiente pra compreender uma atração como essa. Que pena.
É triste, mas mesmo assim a minissérie foi completamente benéfica pra Globo, pois a audiência era muito mais qualificada e a crítica a elogiou maciçamente. Mas a maior e mais gratificante recompensa que a Globo poderia receber foi anunciada agora, no Jornal Nacional. "Hoje é dia de Maria" recebeu duas indicações para o Emmy, o Oscar da televisão mundial, como Melhor Minissérie (concorrendo com outras 4 produções européias) e Melhor atriz, para Carolina Oliveira, a Maria. Quer reconhecimento maior?
Além disso, Douglas Silva foi indicado como Melhor Ator, pela sua atuação em "Cidade dos Homens", como Acerola.
Indicações extremamente merecidas, fico bem feliz em ver nossas produções de qualidade sendo reconhecidas mundialmente, o que estimula a produção de outras boas obras.
O Emmy será entregue em Nova Iorque, em novembro. Ficamos na torcida.

PS: Vale lembrar que, há menos de um mês, o documentário brasileiro "Ônibus 174" ganhou o prêmio na categoria News and Documentary. Qualidade nós temos, falta o público querê-la.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:05,


Post escatológico
Acho que não existe nada mais primitivo do que passar mal. Vomitar é a coisa mais grotesca que conheço, ver o que você ingeriu nos últimos dias é extremamente desagradável e repugnante.
Apesar disso, há um lado bom: Você pode observar quais alimentos não estão sendo bem digeridos e como está sua mastigação. Tá, não melhora nada na hora, mas pode te ajudar posteriormente.
Num dia como hoje, em que ví diversas vezes meu cardápio da semana, percebi como me alimento e mastigo mal. Juro, vou parar de comer tanto brigadeiro e nunca mais engulo um chiclete.
Fica a lembrança: cuidado com o quê e como você come. Evite a experiência degradante de ser avisado - com atrasos - que seu sistema digestório está com problemas.
Blarg.

Publicado por Gustavo Jreige em 19:56,


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Sexta-feira, Outubro 14, 2005


Assassinato
Dois estudantes discutem durante uma cervejada com o pessoal da faculdade. Eles moram juntos em uma república e cursam o mesmo curso universitário. No dia seguinte a briga, um deles vai até a rádio da faculdade, onde o outro estagiava, e, após minutos de conversa, esfaqueia o colega. O crime foi hoje, o curso é o de Jornalismo e a faculdade é a USP.
Rafael Azevedo Fortes Alves, de 21 anos, foi esfaqueado hoje de manhã na Rádio USP. Ele, assim como o acusado de assassina-lo, cursava o segundo ano de jornalismo noturno na ECA, USP. História dramática, lamentável.
O acusado, Fábio Le Senechal Nanni, também de 21 anos, não era nenhum delinqüente e chegou até, em 2003, a ser considerado rachador pelo Estadão, em matéria sobre vestibular*. Na ocasião, com 19 anos, Fábio sonhava em cursar Jornalismo na USP e se dedicava muito para passar no vestibular, estudando mais de 12 horas por dia. E agora pode ser expulso.
Não cabe aqui entrar nos porquês da questão, nem julgar, mas é assustador acompanhar tudo isso de perto. Proximidade relativa, mas maior do que desejamos.
Primeiro por causa da rede, Fábio possui Orkut e tem mais de 7500 scraps lá, a maioria o xingando pelo crime, inclusive com argumentos racistas (Seu preto fedorento, diz uma das mensagens). Ele já está preso, certamente não leránada disso, mas imagine o que os amigos estão passando?
As comunidades da ECA-USP no mesmo site não falam ainda sobre e, quando alguém tenta falar, aparece alguém acusando de sensacionalismo e dizendo que ali não deve ser palco de julgamentos e de busca de detalhes por gente que não tem nada a ver com os envolvidos. Não deve mesmo, a web nos dá a falsa impressão de que podemos nos meter em tudo, principalmente por explicitar as relações. Dá medo te ver ligado ao assassino, com apenas 3 pessoas no meio.
A segunda coisa que me assusta é o de que ele se dedicava muito aos estudos, até excessivamente, situação bem conhecida por vestibulandos, como eu. Conheço gente assim, que vive mais dos números e dos livros do que da vida reale que, em qualquer situação de estresse, parte para a violência. Além disso, presto Fuvest esse ano e, mesmo que as possibilidades sejam pra láde remotas (enquanto uns estudam demais...), pode ser que ano que vem eu curse o mesmo Jornalismo na mesma USP.
Toda essa distante proximidade nos faz lembrar o óbvio: que a violência está em todo lugar e que nem todo assassino é ruim de berço ou usa capuz. Algum amigo seu, de uma hora pra outra, pode se transformar em alguém desconhecido e cometer um crime. Todo cuidado é pouco.
Que justiça seja feita, que só a Justiça julgue e condene quem tiver que ser condenado. Permanecemos aqui, olhando com cuidado e sonhando com um utópico mundo de paz.

* Matéria encontrada pela Rosana Hermann, do blog Querido Leitor

Publicado por Gustavo Jreige em 18:52,


O Brasil e a Televisão

Nossa televisão já completou 55 anos e, como toda boa senhora, tem grandes histórias para contar. Entre todas, a sua própria crônica é a de maior valor, pois agrega todas as vertentes de nossa sociedade, de escândalos políticos à tendências sociais; da educação ao escárnio dos valores; do doce amor a vergonhosa escatologia.
O que já foi um sonho, hoje é nosso maior meio de comunicação e a principal fonte de cultura do país. Grande poder, imensa responsabilidade.
O atual panorama do veículo nos permite ver a soberania de uma grande rede, capaz de mudar a opinião de um país sobre qualquer assunto, a fragilidade da população em frente a tantas informações e a busca desenfreada pela audiência, passando por cima de qualquer ética. A televisão está cada dia menos sensata ou fomos nós que dispensamos a sensatez?
No passado, experimentos e escândalos; no futuro milhares de oportunidades e caminhos.
Em comemoração ao qüinquagésimo quinto aniversário da TV brasileira, no próprio dia em que nossa televisão comemorava mais um ano de vida (19/10), entrevistei, especialmente para o OutrOs OlhOs, o pesquisador Elmo Francfort, da Pró-TV.
Elmo nasceu em São Paulo, numa família de pioneiros profissionais de diversos ramos da comunicação no país, o que o levou a ter contato com o meio desde cedo. Cresceu nos bastidores da TV Manchete e se apaixonou pelo veículo televisão, se tornando profissional dele. Hoje atua como pesquisador e assessor da presidência da Pró-TV e prepara um livro sobre a TV Manchete para a Coleção Aplauso, coordenada por Rubens Ewald Filho e editada pela Imprensa Oficial do Estado.
Falamos sobre a bela e polêmica história, o discutível presente e os rumos da Televisão Brasileira por mais de duas horas. O resultado dessa conversa você confere abaixo.




OutrOs OlhOs: Da estréia a hoje, qual o maior feito da televisão e seu maior equivoco?
Elmo Francfort: Não há um, há vários, tanto feito, como equívocos. Na minha opinião o maior feito da televisão é algo que não está datado em um único acontecimento, mas na seqüência de muitos, em um processo que sempre continuará. Falo da busca de superar limites. Só que toda superação de limites também causa equívocos. Há coisas que merecem chegar aos limites, como as transmissões via satélite para todo mundo. Mas a baixaria é um equívoco que também foi gerado por limites extravasados.


OO: A TV possui um papel centralizado no país, ditando padrões culturais e interferindo em quase todas as esferas da nossa sociedade. Tal centralização e importância não são nocivos à população e ao próprio veículo?
EF: Eu acho que é mais prejudicial para o meio do que para a sociedade. Quando a influência da televisão se torna nociva, o telespectador tem o poder de mudar de programação. É tudo uma questão de repertório e gosto. Émais fácil a mudança de canal do que tirar um programa do ar e fabricar uma nova atração. A televisão é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que ensina também pode deseducar. É importante o telespectador ter consciência do que está vendo. E isso é algo complicado por causa do famoso "vício televisivo". É por estas e outras que entidades como a Pró-TV, a TVer e a IETV lutam pela volta da qualidade na TV. Não que ela não exista. Existe sim, mas fica a dever.


OO: E como essa luta acontece? Ela tem apoio da sociedade e de anunciantes?
EF: As três entidades funcionam como ONGs, fazem cursos, palestras, eventos, mas sempre tirando do próprio bolso. E alguma empresa as apóia quando possível. Quase sempre são empresas ligadas ao meio televisivo. Esses eventos debatem a qualidade na TV. A Pró-TV, por exemplo, faz reflexos entre a programação do passado e a atual e levanta as possibilidades que uma televisão futura poderia ter.


OO: Rankings como Quem financia a baixaria é contra a cidadania trazem algum resultado efetivo?
EF: Sim. Em primeiro lugar dá aquele "click" na cabeça do telespectador, desperta a observação. Não que todos os telespectadores estejam sendo motivados a mudar de canal por causa da campanha. Mas há quem jáesteja dosando melhor seu senso crítico. É aquilo de colocar um tijolo de vez. Mas sempre colocar.


OO: Qual é o papel da televisão, retratar e entreter a sociedade ou guia-la? Podemos confiar a ela o papel de referencial cultural?
EF: Lembra o que eu falei de limites? Todos as funções são práticas, mas depende do limite que você as coloca. Guiar é uma palavra muito generalista. Você pode levar esse conceito para um lado ou para outro. Educar éguiar. A TV Cultura guia crianças pequenas para aprender o ABC, as cores ou até mesmo os bichos, como no programa novo com o Renato Consorte - que há muitos anos atrás fazia um programa parecido também na Cultura, chamado "Jardim Zoológico". Mas não podemos associar sempre a idéia de que a TV educativa é a TV de qualidade. Tem muito programa bom com qualidade. E tem diversas qualidades. A de conteúdo e a técnica, por exemplo.


OO: Qual a qualidade é mais importante para uma boa televisão?
EF: Ambas. É claro que conteúdo pesa, mas as vezes a falta do visual, as falhas, ficam tão nítidas que gera o desinteresse do telespectador pelo programa. Tudo tem que ter a medida certa, assim como uma receita de bolo.
Imagine você assistindo a um ótimo programa, só que a imagem fica piscando a todo tempo, gesticulando, etc. Até a MTV, que gosta de fazer diferente, sabe que não pode abusar muito nisso. Se não tivéssemos preocupações técnicas e visuais, a televisão não seria televisão. Seria apenas um rádio com imagens. Mas o conteúdo é muito importante também, afinal ele move o programa. É como um presente, pra criança ficar feliz o que tem que estar dentro deve ser bonito e tenha alguma função que a aproxime do brinquedo. Os humanos querem algo que espelhem a si mesmos, seus gostos, suas vontades.


OO: A programação infantil sofreu mudanças notáveis ao decorrer dos anos. Passamos da inocência educativa de Vila Sésamo à chamada era das loiras, que também já acabou. Desenhos internacionais são quase a totalidade do gênero na televisão, mas programas nacionais como Cocoricó ainda fazem grande sucesso. Essa falta de nacionalidade da maioria dos programas infantis não forma gerações com padrões equivocados, tendo em vista que não retratam a nossa sociedade e não educam para ela?
EF: Tudo isso vem do início da televisão. Os profissionais buscavam como fonte aquilo que os ainda recentes "telespectadores" assistiam. Foi daí que vieram as influências do cinema, do rádio, do teatro e até dos quadrinhos. Você tinha numa mesma época heróis como Capitão 7, que tinha evidentemente raízes dos super-heróis americanos, com capa e super-poderes como o Super Homem. Chegamos a um ponto que não sabemos distinguir o que é 100% nacional e o que não é. É aí que entra aquela expressão do Chacrinha, "na TV nada se cria, tudo se copia". Aprendemos a reciclar coisas e aos poucos inventar. Seguimos evidentemente o modelo americano de televisão. Se vocêfor para a Europa vai ver que já é outra linha de programação.
É um pouco daquilo que Oswald de Andrade sempre destacou: o "antropofagismo cultural". Come-se o que gosta, transforma no gosto do tupiniquim. E joga-se o resto fora.


OO: Mas isso não é prejudicial? O uso de desenhos americanos tira o espaço de desenhos nossos, como a Turma da Mônica, ou nossa produção ainda é insatisfatória?
EF: Não é falta de espaço. É falta de produção própria. Tudo é uma questão comercial. Me diga, não é mais fácil você comprar algo pronto do que gastar para produzir? O que falta é alguém produzir. Éuma questão de consciência mesmo.
A TV Cultura, agora com o Álvaro Moya, um pioneiro de grande nome na televisão e do ramo dos quadrinhos, pretende suprir esta deficiência, pelo menos em parte.


OO: Esse é um dos pontos em que a TV brasileira ainda precisa "amadurecer"?
EF: A TV brasileira precisa amadurecer em muita coisa. Ou melhor, amadurecer não, se transformar novamente, já que ela vive de saturações. Acredito que se saturando as atuais fórmulas, muita coisa boa pode voltar. Como já estávoltando.


OO: Antes tão valorizados na televisão, os programas para jovens rareiam na TV. A que se deve essa atual falta de programação jovem na televisão não segmentada?
EF: Não acham que estejam se tornando raros. Acho que estão encontrando seu espaço. A TV atual está muito mais democrática do que antigamente, justamente pela ampliação de canais e a segmentação. Antes quando vinha uma onda, a televisão mudava totalmente para o modismo e ficava só naquilo até se saturar. Hoje em dia temos vários gêneros e várias "tribos" nos canais. Caldeirão do Huck é por exemplo um programa de auditório, mas que tem como público-alvo os jovens. Mas não se caracteriza como um "programa jovem". Assim como o "Altas Horas" com o Serginho Groisman ("Fala, garoto!"). Se você olhar bem, o jovem ainda está bem representado.


OO: E durante a semana, a que o jovem pode assistir?
EF: Há opções como Malhação e Floribella e programas jovens também.

OO: Como por exemplo?
EF: Olha o G4. É para um público infanto-juvenil, que gosta de vídeo-game. Se procurar bem que você vai encontrar muita coisa.
A crítica tem caído em cima de Floribella dizendo que é uma novela mexicana feita por brasileiros, com mais cara mexicana do que as novelas do SBT. Tem quem fale que segue o estilo de Chiquititas. Isso tem a ver com a proposta da novela. É uma novela que tem um musical por trás, uma proposta comercial voltada a um público que gosta de música e também tem a parceria com a RGB, que tem suas produções voltadas para este meio. Veja "Popstars"...

OO: "Floribella" é uma novela essencialmente infantil, mas que tem grande apelo jovem. A falta de programas que dialoguem sobre a realidade desse tipo de público faz com que ele migre pra atrações desse tipo?
EF: Mas é uma novela infanto-juvenil, com humor leve. E fora que é um campo a ser aberto.Com Floribella as pessoas já estão percebendo que na Band também há novela. Mesmo quem critica tem essa consciência. E agora estão com o Herval Rossano. Vai ter novela com jeito das novelas que a Band já produziu.
Eu até entendo o sucesso de atrações como "Floribella" e "Chiquititas". É por serem leves e divertidas. "Malhação" anda muito crítica, tem como linha desenvolver o pensamento do adolescente para os mais diversos assuntos. E as vezes começam a tratar com temas difíceis, como drogas e AIDS, onde é mais fácil você mudar para um canal que tenha uma trama mais água-com-açúcar. Aí vai pela busca do jovem pelo entretenimento, não só pela informação. Há informações que não entretém, mas preocupam e nesta fase passa pela cabeça do jovem mil coisas. Muitos criam problemas onde não tem. Neste caso, você ficaria com uma novela que discute um problema ou preferiria uma que você pode descansar a cabeça? Se estiver afim de debater o problema com uma seriedade maior, "Malhação". Se quiser debater, mas ter uma boa dose de humor, "Floribella".
Agora, falta um meio termo, um equilíbrio. Não só a informação, nem só o entretenimento. Falta mesmo um programa que se aproxime mais ainda do jovem. O problema que "Malhação" enfrenta é sua longevidade. O público inicial de "Malhação" era um tipo de jovem e hoje já é outro. E a "Malhação" ainda não fugiu totalmente da sua proposta inicial, o que pesa um pouco para essa ligação com o jovem. Ela é um eterno laboratório que tenta aos poucos entender o jovem e ao mesmo tempo filtrar novos talentos para a emissora.

OO: Política e TV sempre andaram juntas em nosso país. Caso o golpe de 64 e a ditadura que o sucedeu não tivessem ocorrido, como estaria nossa televisão? A Globo estaria tão desenvolvida? Teríamos uma disputa mais equiparada entre os canais?
EF: Esta pergunta vou responder com outra pergunta. O que seria da televisão sem a história política? Desde que a televisão nasceu ela a acompanha. Não podemos achar que apenas a Ditadura foi um grande breque para o progresso do meio. Se Getúlio Vargas não tivesse se suicidado, como estaria a Tupi, levando em conta que ele não se dava com Chateaubriand?
É errado dizer que a Globo era a favor do regime e que só por causa dele ela cresceu. É claro que ajudou. A Globo apenas gira conforme a música. E já se deu mal diversas vezes por isso. Mas não é tudo. A queda de outras com seus problemas internos e as crises, e ao mesmo tempo a busca pelo profissionalismo, pela qualidade, também fizeram como que a Globo subisse. Tanto éque todo mundo fala que foi o regime que derrubou a Excelsior. Em parte foi, mas ela mesma se derrubou. E a Excelsior cresceu por causa do profissionalismo, de criar um modelo industrial de fazer TV. A Globo se deu bem porque adotou esse modelo, trouxe para casa todos os profissionais que podia do primeiro time da Excelsior, da Tupi, da TV Rio... E conseguiu, para desequilibrar a audiência, trazer para seu time os melhores programas, com grande audiência, que existiam na televisão da época. Ela foi subindo aos poucos.
Imagine que era um anão e dois homens de estatura média com perna-de-pau. O anão foi lá e conseguiu tirar uma perna de pau de cada um dos homens. Com uma perna de pau cada um, não conseguiram andar direito, enquanto o anãozinho dava grandes passos a frente.
Foi isso que a Globo fez e a Excelsior, que era um desses homens, foi surpreendida por mais um homem: A Record. Só que esse homem também não tinha as duas pernas-de-pau, então caiu. E aíficaram os dois homens (Record e Tupi) brigando entre si, disputando a perna de pau que restou da Excelsior. É como o irmão mais velho que come o doce dos irmãozinhos enquanto eles brigam ou como na época dos bárbaros, quando enquanto os romanos iam tomando conta do mundo, os bárbaros se davam mal brigando entre si e não percebendo o crescimento daquele império. O Império Romano é a Globo.


OO: Ainda hoje?
EF: Temos, como já tivemos, alguns "mulçumanos" que resolvem ir além do limite de vez em quando, como o SBT, a Record e, no passado, a Manchete. De vez em quando elas incomodam.


OO: E a Band? Um dia crescerá?
EF: Lá vai resposta com pergunta. E a Globo? Um dia cairá?
Em televisão tudo é possível. Televisão é um meio cheio de fases. A Band teve uma oportunidade muito grande para crescer no início da década de 1980, mas por razões até comerciais, ela teve que dar uma brecada. Mas chegou a assustar.
Tinha Flávio Cavalcanti, Hebe, novelas como "Os Imigrantes", jornalismo (a marca da Bandeirantes), Jota Silvestre, entre outros. Até "A Praça" eles tiveram.


OO: Qual foi a oportunidade e quais razões levaram ao não aproveitamento??
EF: Mudança de estratégia e uma crise séria na emissora. Funcionários quiseram até tirar a Band do ar. Há quem diga também que Walter Clark saiu da Globo para detonar a Band que estava em crescimento e depois saiu de sua direção. Mas história é o que não falta. A parte comercial, sem dúvida nenhuma, foi um problema que brecou todo esse processo. Nessa época também ela enfrentou o crescimento das novas redes que surgiram da Tupi, que se quebrou em duas: SBT e Manchete.


OO: Com a chegada de novos meios de comunicação, a tendência de convergência de mídias é cada vez mais forte. Essa convergência pode alterar os alicerces da televisão, fazendo ela se voltar para um outro público, que não está parado assistindo-a?
EF: Isso já está acontecendo. Caminhamos para duas coisas: a segmentação e a democratização da TV. Se tudo se misturar, não vai ter como uma emissora ficar hegemônica sempre. Caminhamos para a multiplicidade de canais.


OO: Então, a perspectiva pro futuro é boa?
EF: É uma ótima pergunta. Só quando chegar que poderemos dizer se sim ou não. O que mais preocupa é o lado comercial que afeta o mercado de trabalho e, afetando-o, atinge a programação. Isso não quer dizer que não haverá uma expansão no mercado de trabalho, mas os patrocinadores e os veículos terão que se adequar ao novo formato. A facilidade de que nessa proliferação muitos canais cheguem à falência é grande.


OO: Em 1950 o sonho de Assis Chateaubriand se realizava e nosso país ganhava um de seus maiores referencias. Com o que podemos sonhar?
EF: Com tudo. A tecnologia ainda vai nos surpreender. Quanto mais achamos que o que era pra ser inventado já foi, algo nos impressiona.


OO: Você aponta algo no futuro da TV?
EF: A segmentação e o regionalismo.

OO: Isso não vai contra o conceito de globalização?
EF: A televisão perdeu isso. E os telespectadores agora querem cada vez mais se ver na TV, ter notícias do que acontece na sua região. Não vai de encontro ao conceito da globalização, apenas soma. A televisão chegou num ponto que passou a falar do mundo e esqueceu do regional. A Globo percebeu isso depois que priorizou tanto o jornalismo em rede e esqueceu do regional. Foi aí que nasceram os Praça TV.
E agora uma das maiores lutas das emissoras regionais é justamente aumentar o espaço das atrações regionais nas redes, porque isso aumenta o mercado de trabalho regional e a audiência local também.


OO: Então o caminho é...
EF: O caminho da televisão é uma estrada com muitos caminhos, mas cheia de casas em cada um deles.



Entrevista: Gustavo Jreige
Fotos: Acervo Pró-TV

Publicado por Gustavo Jreige em 00:53,


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Quinta-feira, Outubro 13, 2005


Vida Aberta
Já foram abertas as inscrições para a sexta edição do reality show global Big Brother Brasil. No jogo, como todo mundo sabe, pessoas são confinadas dentro de uma casa cheia de câmeras e microfones e são monitoradas o tempo todo.
Desde o princípio a televisão desenvolve uma função: Representar e apresentar as pessoas, ou seja, a TV mostra o que já é tendência no mundo real. Porém, com toda essa intoxicação e distorção de mídia como catalisador de vaidades, nós seguimos o que aparece na telinha.
Se em todos os outros fatores o Big Brother segue essa regra, num campo mais específico ele se difere.
Li recentemente em alguma revista semanal, que somos filmados cerca de 27 vezes por dia, por câmeras de segurança, webcams panorâmicas, etc. E não nos damos conta disso.
Se damos, não nos importamos, e não é por gostar, mas sim por nos sentirmos seguros com tal zelo eletrônico.
É aí que o Big Brother segue o princípio da TV: retrata e radicaliza o que temos sutilmente na realidade contemporânea. Entretanto, como se trata de sociedade, e nessa tudo é um circuito fechado, acontece a reação e passamos a querer nos exibir, a nos filmarmos voluntariamente, - voltando ao normal da TV atual.
Sendo assim, temos blogs e fotologs pessoais, páginas em sites de comunidades, como o Orkut.
Agora, qual a diferença além do confinamento do programa de TV para o nosso cotidiano? Simples: no Big Brother as informações estão concentradas e no dia-a-dia não.
Então imagine um futuro em que todas as câmeras estejam interligadas, onde as páginas criadas por nós mesmos venham anexas ao nosso registro de filmagens, - assim como acontece no Orkut, que mostra na página principal do profile os contatos que estiveram mais recentemente no site -, tendo em um só local todas as informações a nosso respeito.
Agora pense numa empresa que, no nosso padrão atual, seria capaz de fazer isso. Para mim a resposta é óbvia, a dona do Orkut: o Google.
Explico: temos dessa empresa serviços como o Blogger, o Orkut, o Gmail, o Picasa, além de todas as alternativas de busca do próprio Google. Se juntarmos tudo, aliado aos vídeos das ruas devidamente indexados pelo buscador, teríamos uma página como nossos registros pessoais, fotos, nossos amigos, nossas mensagens, nosso log de vídeos. Aí é só brincar: Quer saber onde eu estudo? Google! Onde eu costumo comprar virtualmente? Google!
Muito prático, mas impessoal. Não teríamos vida privada, mas acabaria como nosso modelo atual de celebridades, já que aparecer em um grande veículo e ser visto por todos seria rotineiro, resgatando assim a verdadeira cultura, podendo estabelecer novos padrões, inclusive de segurança, já que a vida de criminosos também estaria disponível, passo a passo.
Essa é uma via dupla, perigosa, cheia de curvas e desníveis pelo caminho, como, aliás, é tudo que se refere à privacidade.
Será que vale a pena? Acredito que não. É melhor mantermos nossa vida como está e tentar não radicalizar, porque se a mídia está se tornando popular, nossa vida se tornará insustentável, não íamos querer sair de casa, nem acessar a internet, nem viver. Fora que procuraríamos novos meios de aparecer, podendo gerar mais guerra, mais loucuras, novos problemas. Ficaríamos confinados, como no BBB, só que ao invés de em uma casa, em um planeta.
O futuro a Deus pertence, mas nós temos que cuidar dele. Pois Ele sim, creio eu, tudo vê. Tomara que só Ele.
Se nosso passado foi um livro aberto e nosso presente é um blog público, certamente o futuro será uma TV aberta, para todos. Aberta como nossa vida, se deixarmos.

E você, o que mudaria na sua vida caso todos pudessem acompanha-la? Está disposto a entrar nessa versão piorada do Show de Truman? Eu não.



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Texto já publicado aqui no blog em abril, atualizado.

Publicado por Gustavo Jreige em 22:35,


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Segunda-feira, Outubro 10, 2005


Sorte de uns...
A jornalista Sônia Bridi é, desde o começo do ano, a correspondente da Globo na China, Ásia. Foi com ela que a emissora se fixou no país e no continente, mas para tal a repórter mudou a sua vida e a de sua família. Com seu marido (o cinegrafista; eles se conheceram já trabalhando pra Globo e agora formam dupla), e seus filhos, ela se mudou pra Pequim e deu à Globo o título de primeira televisão da América Latina com equipe fixa na China. Valeu a pena.
A estrutura montada há tão pouco tempo já traz bons resultados. Agora a Globo exibe muito mais reportagens sobre a Ásia e a cobertura desse catastrófico terremoto que aconteceu no continente está muito mais completa, dinâmica e com identidade.

Torço muito pela Sônia, ela é uma das jornalistas que mais admiro, por sua competência e coragem.
Por que coragem? Imagina você pegar uma filha adolescente, um filho pequeno, o marido, e adotar o mandarim como idioma principal, mudando pra uma nação completamente diferente para estrear o departamento de jornalismo da emissora naquele local, sem saber se vai ter o que fazer, se vai dar certo, se a emissora achará aquele trabalho (e custo!) necessário ou não... Isso que é espírito jornalístico.
Que bom, deu tudo certo.

PS: Claro, melhor seria se ela ficasse apenas fazendo reportagens frias (aquelas que não tem dia certo pra ir ao ar, que se passar alguns dias não terá problema. Aí estão as sobre comportamento, história, cultura...) sobre a China, sem que nenhuma desgraça acontecesse. Mas, já que aconteceu, é bom comprovarmos a competência daquele profissional vendo sua bela cobertura.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:05,


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Sábado, Outubro 08, 2005


Pois É


A Veja fugiu do assunto e da polêmica e veio com uma pauta importante, mas fria e não bombástica.
"A Terra No Limite" é a matéria de capa, questionando até quando nosso planeta agüentará a degradação ambiental.
E embaixo, política. Nada de referendo, pelo menos na capa.

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Ainda não pude sequer tirar a revista do saco; pela primeira vez no dia paro em frente ao computador, dentro de casa.
De manhã fiz um provão geral do Etapa, com todo o conteúdo do ensino médio em 100 questões, valendo nota, na escola. De tarde prestei vestibular pra UMC, Universidade de Mogi das Cruzes, aqui na região. Era fácil, bem mais fácil do que a prova que fiz pela manhã, mas mesmo assim fui mal. Em 20 questões (sim, só isso tinha no vestibular, além da redação!), eu acertei 14. Errei principalmente no que costumo ir melhor, Português e Atualidades. Mas também, umas questões confusas... Sempre ficava entre duas e optava pela errada. Coisas da vida. Com certeza passei, mas não me importo, já que não vou fazer lá, mesmo que não passe em nenhuma outra faculdade. Foi só um treino. Agora de noite fui num rodízio de pizzas, pra coroar o dia... E com tudo isso, o blog acabou ficando de lado.
Desculpe, amanhã voltamos com nossa programação normal.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:34,


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Sexta-feira, Outubro 07, 2005


A resposta da Istoé


Como eu imaginei, a Istoé aproveita a parcialidade que a Veja apresentou em sua última edição e apresenta As 7 Razões para Votar SIM, junto com as 7 pro NÃO. Posta-se imparcialmente dizendo que "Referendo de Armas: Só você decide".

Como será a capa da Veja dessa semana??? Vai continuar parcial ou vai surpreender com uma capa favorável ao sim, seguindo a lógica de uma capa por candidato, respeitando o número da votação (Não é 1, vem primeiro)? Vai calar os comentários da semana gerando outra semana de discussões ou vai preferir outra pauta, longe da polêmica?
Amanhã a gente descobre.

Publicado por Gustavo Jreige em 20:26,


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Quinta-feira, Outubro 06, 2005


Debate
A Band realiza agora um debate no "Boa Noite Brasil" sobre o referendo.
Parece besteira, mas não é. Mesmo sendo no "Boa Noite", parece ser respeitável e com aparato jornalístico sério. Deputados e senadores debaterão.
O Debate começou com editorial do canal, apresentado pelo jornalista Fernando Vieira de Mello, direto da redação, falando sobre a importância do debate e sobre a nossa legislação, que sabota a cobertura jornalística. Concordo plenamente com o que foi dito, nossa lei precisa se adequar a nossa realidade jornalística e deixar de hipocrisia.
Eu preferia outro mediador, mas o que temos é Gilberto Barros. Fazer o quê? Então resta centrar apenas nos debatedores.
Tomara que saiam do discurso da campanha e me convençam de algo, pra sim ou pra não.

Se você puder, assista e depois comente aqui.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:23,


Floribella
A segunda temporada da novela foi confirmada há algum tempo, mas hoje saiu uma lista com os atores que ficam e os que saem ano que vem. Permanecem os principais, como Juliana Silveira e Suzy Rêgo, mas saem coadjuvantes de peso, como Zezé Motta. Realmente, a atriz era importante para a firmação inicial da novela, com seu nome, mas o personagem não cresceu e não ganhou relevância.
O que lamento é a saída de Úrsula Corona, a Tati. A atriz é muito talentosa e o personagem é bem carismático e caiu nas graças do público. Sem dúvida nenhuma, a pessoa que eu mais gosto na novela (assisto de vez em quando, com minha priminha de dois anos!) é a Tati e adoro a atriz.
Já cansei de ouvir gente dizendo "A vida é um Morango" e "Abstrai", expressões da personagem, que é bem zen.
Floribella chega ao final de sua primeira temporada como um enorme sucesso: corresponde e supera a audiência esperada pela Band, vende muito mais CD do que se podia imaginar e é sucesso como boneca, ringtone e tênis.
Será que tem fôlego pra uma segunda temporada? Pelo que vejo das meninas da escola e das crianças da família, tem sim.

Publicado por Gustavo Jreige em 12:45,


Pêlo em Ovo
Uma das únicas músicas que conheço do Bidê ou Balde, banda gaúcha, é "E por que não?", uma música de uns 5 anos atrás, que fez um certo sucesso na época e tornou a banda famosa. Eu gostava da música, mas ficava intrigado com a letra. Não por achar que continha nada, mas por ser curiosa. "E por que não? / teu sangue não é igual ao meu / teu nome não fui eu quem deu / te conheço desde que nasceu / E por que não?", faz mesmo pensar.
Pra mim, na época com uns 12 ou 13 anos, fazia todo sentido, como uma música de um cara que gosta de uma menina que conhece desde jovem... Acho que eu devia gostar de alguma menina da minha idade, mas que eu conhecesse desde sempre...
Pois não era esse o sentido, pelo menos para o Ministério Público, que acredita que a "letra banaliza a pedofilia e incita a prática de crimes contra crianças". Han? Tão viajando?
Ainda bem que existe gente como o juiz José Antônio Daltoé Cezar, da 2ª Vara da Infância e da Juventude, que negou o pedido de liminar para suspender a execução da música.
É ridículo! Depois de tanto tempo querer censurar a música? Não vejo nada demais nela...
Acho que o MP deveria se preocupar com outras coisas, mais atuais e importantes...

PS: E o Conjur ainda traz errada a letra da música! não é "E por que não? / Teu sangue é igual ao meu, é igual ao meu / Teu nome fui eu quem deu / Te conheço desde que nasceu". É "E por que não? / teu sangue não é igual ao meu / teu nome não fui eu quem deu /
te conheço desde que nasceu / E por que não?"...

Publicado por Gustavo Jreige em 11:46,


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Quarta-feira, Outubro 05, 2005


Greve de Professores
Os professores da Rede Estadual de Ensino de São Paulo entraram em greve contra um projeto de lei do governador Geraldo Alckmin. Segundo a Folha, "O projeto prevê que os trabalhadores temporários tenham contratos de seis meses, renováveis por outros seis. Depois de cumprir um ano, o trabalhador só poderá ser contratado temporariamente de novo depois de dois anos." E "Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), as novas regras vão possibilitar a demissão dos funcionários temporários que já estão trabalhando."
Mas o problema é mais complicado e pode esconder jogo político.
A APEOESP, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, diz que Governo Alckmin quer demitir 120 mil professores, mas o governo diz que essa nova regra só vale pros novos contratados.
Será que não é somente uma jogada política da Apeoesp contra o governo do estado? O sindicato não é aceito por todos os professores, já que tem ligação informal com partidos de esquerda. Estamos perto demais das eleições.
Não dá pra saber direito o que acontece, não dá pra ter uma visão panorâmica, porque nenhum jornalista (que eu tenha lido ou assistido) publicou uma versão oficial, se limitando, no caso da Folha, a citar um depoimento do governador, sem maiores explicações. Será que não quiseram publicar o outro lado ou esse se recusou a falar? Não seria o caso de um pronunciamento na TV ou, ao menos, uma nota oficial? Não tem nada nem no site da secretaria!
E a imprensa se preocupa mais com o trânsito gerado do que com a causa! Quantos erros de conduta!

O protesto que começou com 1500 participantes na Assembléia Legislativa, no Ibirapuera, está terminando (aos poucos) agora, com mais de 8000 participantes, na Paulista. Ou seja, superou as expectativas.
Caso o projeto do governo seja aprovado, a categoria (ou parte dela) promete parar. Era só o que faltava.

Publicado por Gustavo Jreige em 19:21,


Mudança
O mais notável blog do país no momento, o Blog do Noblat, vai mudar de casa. O blog, que era do Blig e, depois de ganhar notoriedade, passou a ser do portal IG, hospedado no Último Segundo, vai para o Grupo Estado.
Com isso, além do blog no portal, o Estadão terá uma coluna do jornalista aos domingos e a Rádio Eldorado passará a ter comentários do profissional. Ainda não há data definida para nenhuma das novidades.
A presença de Noblat na blogosfera é muito importante para difundir os blogs na sociedade, principalmente offline, e tirar o rótulo (cada vez mais fraco) de diário de adolescentes. Com o Blog do Noblat nosso país experimenta a dinâmica do novo jornalismo, feito com independência, autonomia, agilidade e relevância.
Agora já não é um blog comum, tem uma boa infra-estrutura que nenhum outro blog tem, mas mesmo assim ainda é motivo de orgulho para os entusiastas do veículo. Seja em que portal for, esse é um de nossos melhores blogs.
Quem ganha com isso, sem dúvida nenhuma, é o Estadão.

Publicado por Gustavo Jreige em 17:55,


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Terça-feira, Outubro 04, 2005


Han?
Nota da Folha Online: "Pega na Vassourinha" estoura nas rádios e difunde reggaeton.
A nota fala sobre a música "Gasolina" (letra) do cantor porto-riquenho Daddy Yankee, que mistura reggae com hip hop e outros ritmos, que está estourada no Brasil.
O fato dessa música estar entre as mais tocadas (e baixadas em celular) já surpreende, mas não é nada de novo. O que me faz escrever esse post é o "Pega na Vassourinha".
Segundo a reportagem, a música ganhou esse apelido, por causa do refrão "Dame mas gasolina!" cantado rapidamente.
Mas... embora eu ja conhecesse a música (lembrando: Conhecer não é gostar!), nunca ouvi ninguem chamando ela assim e nunca passou pela cabeça que o refrão lembrasse isso.
Ou sou muito desligado ou eles viajaram mesmo.
Não parece, juro! Você só é levado a pensar nessa frase depois de ler a matéria, e mesmo assim é forçando a barra.
Fala sério...

Publicado por Gustavo Jreige em 22:36,



Blog alternativo, para RSS


Fiz um blog alternativo para funcionar como fonte de RSS, somente, sem template nem nada.
Ele só servirá para avisar quando tem post novo aqui e dar uma introdução a ele. Depois, se você quiser ler, venha até aqui e procure pelo post. Sim, você leu certo: Procure. É que o sistema de Links Permanentes do Blogger.br (servidor que eu uso aqui no blog) não funciona bem com blogs muito atualizados, como o nosso. Fazer o quê?! Trocar de servidor? Não, pelo menos por enquanto.
Não é o ideal, nem soluciona nada, mas vai remediando. Já que ainda não quero usar óculos ou lentes de contato e muito menos fazer transplante, vamos usando colírio.
Pelo menos não irrita tanto quem não abre mão de RSS.

O endereço do blog é: http://www.outros-olhos.blogspot.com/
O endereço do RSS: http://outros-olhos.blogspot.com/atom.xml

Já tem selinho aqui no template, que também já está ajustado pra funcionar com os Favoritos Dinâmicos do Firefox.

Não sabe o que é RSS? Então clique aqui, aqui e aqui.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:55,


Referendo
Não sei não, mas tenho a impressão que a campanha pelo NÃO na televisão me faz ter vontade de votar SIM.
Fico esperando argumentos sérios, dados, justificativas. Não quero saber se os artistas da campanha são o povo, até pelo despropósito de significação; quero, sim, que eles desmintam a campanha do sim, mas não dessa forma agressiva e pesada. Que desmintam com fatos, números, casos.
Esse post não é apologia ao SIM, que também não considero ter uma campanha primorosa, até porque ainda não decidi em qual votar (eu votarei por opção minha, já que não sou obrigado).
Sobre o SIM, não vejo problema em artistas participarem, desde que não estejam ganhando nada pra isso. Desde sempre artistas estiveram envolvidos intimamente com causas políticas. Não vou mudar meu voto porque alguém que eu goste da música votará naquela opção, do mesmo modo que não seria influenciado por uma novela das sete, cujo nem vejo influência. Pensaria em mudar somente se o artista que manifesta publicamente seu voto tivesse pensamentos e atitudes admirados por mim.
Acho hipocrisia a crítica à opinião dos meios de comunicação. Todo veículo jornalístico tem, sim, a obrigação de mostrar os dois lados de forma imparcial, mas não é por isso que não pode ter opinião. Se a Veja é contra o desarmamento e se posiciona assim, não vejo problema. Melhor não tentar negar o óbvio, nem fazer campanha velada. Desse modo conhecermos quem quer o que e porque.
Se não for nada disso e semana que vem tivermos 7 motivos para votar SIM na Veja, como ela faz com os presidenciáveis, com uma capa para cada, tudo bem. Permanece a imparcialidade pura.
A Band, por exemplo, fazia até pouco tempo - quando nem se falava em referendo - propaganda contra o desarmamento em seus intervalos. Isso é motivo para eu desacreditar no jornalismo da emissora? Pra mim não, acredito muito na independência editorial do canal.

Cuidado, muito cuidado.
Para votar e para julgar.

Publicado por Gustavo Jreige em 20:56,


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Segunda-feira, Outubro 03, 2005


Aos 82 anos, morre Emilinha Borba
Justo agora, quando voltamos a falar de rádio por causa do aniversário do veículo, sua rainha morre. Que Deus a abençõe.
Tempos difíceis para o meio artístico brasileiro...

Publicado por Gustavo Jreige em 18:18,


Só pra constar
O Posto de Gasolina da esquina de casa continua com sua belíssima sinfonia de Calypso todo os finais de semana. Alguns moradores, completamente insensíveis e ingratos, até abaixo-assinado fizeram para que parassem com essa agradável trilha de final de noite E começo de dia (ininterruptamente). Eu assinei, mas só para dar força ao que mais próximo de um movimento de bairro meu quarteirão chegou. Doeu meu coração.
Será que terei de dormir daqui pra frente sem esse som divino dessa banda com cantar tão natural e suave, que, em meus sonhos, confundo com o cantar dos anjos?
Vida injusta essa, para incentivar o movimento político do bairro tive que abrir mão da maravilha de ter Calypso iluminando meu final de semana em decibéis de tão grande presença.
Resta então saborear possivelmente pelo último domingo de madrugada a melodia que me faz dormir tão bem.
Os finais de semana jamais serão os mesmos.

Publicado por Gustavo Jreige em 00:59,


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Domingo, Outubro 02, 2005


Vai passar?
Nosso noticiário está tão deprimente que temas como saúde e educação ficam em segundo plano e não sabemos se estamos lendo o caderno de política ou de polícia. É uma fusão perigosa a que alguns políticos submeteram nosso país e que nos custará muito caro; mais caro até do que todo o dinheiro já desviado, já que o prejuízo é moral.
Se com a chegada do PT ao governo "a esperança venceu o medo", com toda essa crise o arrependimento e a desconfiança são maiores do que as origens simples e eloqüentes do presidente, que, contudo, mantêm-se calado, inebriado pelo glamour francês.
O Partido dos Trabalhadores peca por ter teorizado a política durante mais de 20 anos, se colocando como dono da ética e da moral, sem perceber que lhe faltava trabalhadores de verdade. Sobravam pensadores e devaneadores, sem que nenhum soubesse como governar. Todo o tempo que tiveram para tal, foi perdido na oposição, em gritos desequilibrados que ecoavam por todo o país. Agora que lá estão, perceberam que são somente políticos, exatamente como os outros, e jogam para o alto toda a história do partido. Os diferenciados de lá saíram ou até continuam, mas mostram-se envergonhados com o rumo tomado.
Com o pagamento de propina mensal a deputados, o PT vai contra seus princípios e descaracteriza toda a luta de seus dirigentes nos anos de chumbo. O partido que tanto clamou pela liberdade de opinião e pela democracia, comprava deputados para manter soberanas as suas idéias, em uma ditadura burguesa.
Agora que as máscaras estão caindo, fica utópico pedir lógica e discernimento com relação ao passado, em todos os poderes: Aquele que defendia Collor hoje posa de defensor da ética política; o que sobreviveu à tortura na Guerrilha do Araguaia luta para manter sua honra viva em meio a tantos escândalos; o que outrora mudou de face e identidade para se esconder, não consegue ocultar os delitos que cometeu, deixando a mostra sua personalidade nefasta e sua cara de pau. Só existe alguma lógica quando vemos que Delúbios, Dinizes, Pereiras e Valérios aparecem aos montes. Afinal o Brasil é mesmo o maior exportador mundial de laranjas e, antes de tudo, a terra do carnaval.
Só nos resta, então, assistir a esse desfile e, com atenção e bom senso, decidir que blocos devem continuar na avenida. Que chegue logo a quarta-feira de cinzas.

Publicado por Gustavo Jreige em 15:14,


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Sábado, Outubro 01, 2005


Bom dia
O dia 28 de setembro, última quarta-feira, foi bem agradável para a Band.
Como se pode ver no site do canal, vários programas conseguiram a terceira colocação no Ibope. Jornal da Band, Floribella e Boa Noite Brasil tiveram 6 pontos de média e pico de 7,5. Além deles o Jornal da Noite e o A Noite é uma Criança também alcançaram a terceira colocação.
Quarta-feira é o dia em que a Band obtém algumas de suas maiores audiências: Na quarta dia 21, a emissora já havia conseguido o terceiro lugar com o Brasil Urgente e o Jornal da Noite (que registrou pela segunda vez sua maior participação no Ibope do ano, com share de 16,3%), além de índice expressivo com o Boa Noite Brasil, que teve média de 6,5 e picos de 10 pontos, ficando na frente de Galisteu, Luciana Gimenez e Tom Cavalcante no horário.

Como eu disse há alguns posts atrás, a programação noturna da Band tem boa audiência e traz resultados pro canal paulista. Só falta acertarem o resto do dia...

PS: O "De OlhO nas Estrelas" e o "Pra Valer" não tão tendo aqueeela audiência não... O Jogo da Vida diário também não faz lá muito sucesso...
PS²: Não sei se dá audiência, mas a programação local (SP) da 13 às 15h, horário que era ocupado pelo Melhor da Tarde, traz o Band Kids e, pasmem, Mr Bean. Não era melhor investir em um telejornal, pelo menos das 14 às 15h? Nesse horário não tem opção pra quem quer notícia na TV aberta...

Publicado por Gustavo Jreige em 10:41,


O Filho da Felicidade
Era manhã de quarta-feira e o sol brilhava como se anunciasse um dia sem igual. Sem igual seria para Benjamin, uma criança especial, que, desde pequena, sofria com uma anomalia que o tornava diferente dos outros.
Sempre subestimado, era visto com olhar de piedade e nunca acreditado como alguém normal, embora o fosse. Tinha seu quintal como horizonte e seu cachorro, um belo husky siberiano, de uns quatro ou cinco anos, como cúmplice.
Mundo, o cão, era forte, selvagem e travesso, mas carinhoso e dócil como poucos. Adorava comer os sapatos da família e uivar noite afora, sem quase nunca latir. Tinha pêlos e olhos claros e era grande e robusto, mas padecia de um mal que o deixara cego desde filhote. Cego era, mas via o menino como ninguém havia se dado ao trabalho de olhar.
Eram iguais, diferentes de todo o resto; quando a sós nunca estavam sozinhos, eram amigos a todo momento.
Naquela manhã, Benjamin acordara bem cedo, mas havia percebido algo estranho, visto que Mundo estava quieto, deitado, e não havia escutado uivo sequer à noite. O garoto não entendeu - nem sua condição permitia tal feito -, mas o acariciou e, sem dar relevância, foi tomar seu café da manhã. Passaram-se horas e brincadeiras, até Benjamin sentir falta de seu companheiro. Estava sozinho, precisava de seu amigo para lhe fazer companhia, mas parecia que o Mundo estava perdido dentro de sua própria órbita e, então, um sentimento escuso e pernicioso o assombrou. A mãe de Benjamin, notou o silêncio incomum e foi ver o que estava acontecendo, já que normalmente os dois passavam o dia todo brincando. Na sala, seu filho deitado acabrunhado; no quintal, o Mundo abatido e extenuado, carecendo de atenção e cuidado, quase em estado terminal. Quando esboçou uma reação, a mãe viu seu cão fechar derradeiramente os olhos e galgar à vida. Era o fim do Mundo.
Nesse momento, Benjamin correu para o quintal e, mesmo sem ter conhecimento do ocorrido, gritava pelo Mundo. Quando soube, se trancou em seu quarto, onde passou horas. Horas passadas, saiu em silêncio, abatido. Procurou o cadáver e nada encontrou, então ajoelhou-se e, como se presenciasse algo sublime, pôs-se a chorar. Viu anjos - como os das histórias que sua mãe contava - levando Mundo para o céu. Percebeu que era hora de caminhar sozinho, e assim o fez: sempre guiado por seu cão, saiu do quintal.
Finalmente o Mundo olhava para Benjamin.

Publicado por Gustavo Jreige em 01:32,


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