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OutrOs OlhOs

por Gustavo Jreige

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Agradecimentos ao Inagaki


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



Domingo, Abril 30, 2006


Sem RSS
A transmissão do blog por RSS será interrompida por uma semana, para ajustes no servidor, voltando em 07/05.
Espero, com isso, conseguir facilitar a postagem e melhorar os serviços do feed.
Até lá, só te vejo aqui. Agradeço a compreensão.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:26,


Fantástica
Quem dera o Brasil tivesse mais Reginas Casé. Seu quadro no Fantástico, "Minha Periferia", é tão bom, tão honesto, que nos faz respeitar e entender culturas que facimente repudiariamos. Uma deliciosa aula de Sociologia, com produção primorosa da O2 Filmes.
Regina Casé é uma das melhores pessoas da mídia brasileira, que pensa e trabalha pelo país sem se colocar acima dele. Mostra nossa realidade de dentro, de um modo diferente e verdadeiro, contribuindo muito para nossa sociedade - mais do que qualquer "Falcão" poderia contribuir.
Jornalismo + entretenimento + comprometimento social = um caminho a ser seguido.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:13,


Sub-educação
Meu amigo Cláudio Rúbio, em seu ótimo Circulando, incitou a uma ótima discussão, que não pode ficar calada. O que ele aponta é extremamente verdadeiro: Os professores não têm carga cultural e, até mesmo, educacional. Para complementar, coloca um enxerto de um artigo de Gilberto Dimenstain na Folha, mostrando que o professor iniciante da capital paulista ganha menos do que uma empregada doméstica.
Não teremos avanço sem educação, nem educação sem avanços. Se o problema já está identificado há tempos, por que uma solução não é trabalhada? Se é assim em São Paulo, imagino em lugares mais remotos de nosso Brasil.
Um país do futuro deveria pensar, mais do que qualquer outro, nas suas novas gerações.

Publicado por Gustavo Jreige em 22:58,


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Sábado, Abril 29, 2006


Sábio

O que foi aquilo?
A julgar pela baderna promovida no Congresso por manifestantes pró-cota nas universidades, a cota de estupidez está passando dos limites entre os estudantes.

Do Tutty.


PS: Ainda não voltou tudo ao normal, mas o PC tá funcionando bem, não perdi quase nada (benditos sejam os especialistas em recuperação de dados!) e as matérias estão sendo finalizadas. O blog, no entanto, volta à ativa.
PS²: Quem também voltou foi o BloggerMan, do Blogger.br. E começou bem: No What's Up está nosso blog-irmão Antena Paranóica, sempre ótimo!

Publicado por Gustavo Jreige em 23:17,


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Quarta-feira, Abril 26, 2006


Tirando a poeira
Mais de uma semana sem postar, porque meu computador deu problema e ainda está na assistência. Além disso, tô terminando matérias pra alguns lugares, o que toma boa parte do meu tempo. Pra completar a zica, não consigo postar aqui, no Blogger.br, pelo PDA. Fazer o quê?! (Sim, estou pensando seriamente de mudar a plataforma de postagem!)

Bom, agora que me desculpei, vou voltar pra palestra com Juca Kfouri e Mário Mendes sobre Jornalismo Esportivo, aqui na faculdade. O blog volta ao normal quando minha vida voltar!

Te vejo aqui.

PS: Os comentários eu continuo lendo! ;-)

Publicado por Gustavo Jreige em 11:22,


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Terça-feira, Abril 18, 2006


Oi, Folha!
E não é que eu e o blog saímos na Folha Online, meu site noticioso preferido? Não, não fiz matéria nem nada, não foi post com furo de reportagem, nem nenhum texto que publiquei. Foi um dos posts mais curtos que já fiz aqui no OO e nem mesmo eu li a notícia quando saiu, em 27 de março. Não me avisaram de nada e eu até senti a audiência turbinada, mas não sabia de onde vinha, porque o link da nota leva pro blog alternativo de RSS no Blogger.com e não pro endereço oficial do blog.
Qual não foi minha surpresa ao egosurfar no Google encontrar a nota: Fãs comentam morte de Ariclê Perez na internet, comigo no meio? E eu nem era fã...

Amigos da Folha, obrigado pela citação. O blog agradece! ;-)


****

Comprei a Revista Imprensa em que saí. A matéria usa alguns trechos do que falei, todos polêmicos. Falei 90% do tempo sobre blogs e internet, mas nada sobre isso saiu. Deitaram e rolaram na minha crítica às Assessorias de Imprensa, usando termos que nem lembro se usei. Mas tá valendo, foi minha primeira aparição na revista sobre jornalismo mais importante do país (aliás, acho que é a única). Só tenho que, agora, aguentar meus amigos da faculdade e até professores me zoarem de Diogo Mainardi ou Assessor de Imprensa!

Publicado por Gustavo Jreige em 20:46,


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Domingo, Abril 16, 2006


Confissão de Cabôco
Seu duotô, sou criminoso.
Sou criminoso de morte.
Tou aqui pra mim intregá.
Voimicê fique sabendo:
- Quando a muié traz a sorte
De atraiçoá o isposo
Só presta para se matá.

Nunca pensei, seu doutô
Qui a mão nêga do distino,
Merguiasse as minhas mão
No sangue dos assarcino!

Vô li pidí um favô
Ante de vossamercê
Mim butá daqui pra fora:
- É a licença do doutô
Pr'eu li contá minha histora.

Sinhô dotô delegado,
Digo a vossa sinhuria
Qui inté onte fui casado
Cum a muié qui im vida
Se chamô ROSA MARIA.

Faz dez mês qui se gostemo,
Faz oito qui fumo noivo
Faz sete qui nós casêmo.

Nós casêmo e nós vivia
Cuma pobre, é verdade,
Mas a gente se sentia
Rico de filicidade!

Pras banda qui nós morava,
No lugá Chã da Cutia,
Morava tombém um cabra
Chamado Chico Faria.

Esse cabra, antigamente,
Tinha gostado de Rosa,
Chegaro, inté a sê noivo,
Mas num fizero a "introza"
Do casamento, prumode
Mané Uréia de bode,
Qui era padrim de Maria
Tê dismanchado essa prosa.

Entoce, o Chico Faria,
Adispois qui nós casêmo,
In cunversa, as vez dizia,
Qui ainda mi dava fim
Pra se casá cum Maria.

Dessa coisa eu sabia,
Mas nunca dei importança.

Tinha toda cunfiança
Na muié qui eu tanto amava,
Ou mais mió, adorava...
Cum toda a minha sustança!

Dispois disso, o meu custume
Era vivê trabaiando
Sem da muié tê ciume.

A muié pru sua vez
Nunca me deu cabimento
Deu pensá qui ela fizesse
Um dia um farcejamento.

Mas, seu doutô, tome tento
No resto da minha histora,
Qui o ruim chegô agora:

Se não me farta a mimora,
Já faz assim uns três mêis,
Qui o cabra, Chico Faria,
Todo prosa, todo ancho,
Quage sempre, mais das vêz,
Avistava o meu rancho.

Puralí, discunfiado
Como quem qué e não qué,
Eu fui vendo qui o marvado
Tentava a minha muié.

Ou tentação ou engano,
Eu fui vendo a coisa feia!
Pru derradêro eu já tava
C'a mosca detrás da uréia.

Os tempo foi se passando
E o meu arriceiamento
Cada vez ia omentano.

Seu dotô, vá iscutano:

Onte, já de tardezinha
O meu cumpade, Quinca Arruda,
Mi chamô pra nós dança
Num samba - lá na Varginha,
Na casa do mestre Duda.

Mestre Duda é um cabôco,
Um tocado de premêra.
É o imboladô de côco
Mió daquela rebêra.

Entonce Rosa Maria,
Sempre gostou de samba,
Mas, porém, de tardezinha
Me disse discunfiada,
Qui pru samba ela não ia,
Qui tava munto infadada,
Percisava se deita...

Eu fiquei discunfiado
Cum a preposta da muié!

Dispois qui tomei café,
Cuage puro sem mistura,
Cum a faca na cintura
Fui pru samba, fui sambá.

Cheguei no samba, dotô.
Repare agora, o sinhô,
Quem era qui tava lá?

O cabra Chico Faria.
Qui quano foi me avistando,
Foi logo mi preguntando:
- Cadê siá dona Maria,
Num veio não, pra dançá?

- Não sinhô. Ficô im casa.
Pru cabôco arrispondí.

Senti, entonce uma brasa
Queimano meu coração,
Nunca mais pude tirá
As palavra desse cabra
Da minha maginação.

Perdí o gosto da festa
E dançá num pude não.

O cabra, pru sua vez
Num dançava, seu doutô.
De vez im quando me oiva
Cum um oiá de traidô.

Meia noite, mais ou meno,
Se dispidino do povo
Disse: - Adeus, qui eu já vô.

Quando ele se arritirô,
Eu tombem me arritirei
Atraiz dele, sim sinhô.
Ele na frente, eu atrais.
Se o cabra andava ligêro,
Eu andava munto mais!

Noite iscura qui nem breu!

Nem eu avistava o cabra,
Nem o cabra via eu!

Sempre andando, sempre andando.
Ele na frente, eu atrais.

Já nem se iscutava mais
A voz do fole tocando
Na casa do mestre Duda!

A noite tava mais preta
Qui a cunciênça de Judá!

Sempre andando, sempre andando.
Eu fui vendo, seu doutô,
Qui o marvado ia tumando
Direção da minha casa!

Minha casa!... Sim sinhô!

Já pertinho, no terrero
Eu mim iscundí pru detraiz
De um pé de trapiazêro.

Abaixadim, iscundido,
Prendi a suspiração,
Abri os óio, os ouvido,
Pra mió vê e ouvi
Qua era a sua intenção.

Seu doutô, repare bem:

O cabra oiando pra traiz,
Do mermo jeito, qui faiz
Um ladrão pra vê arguém,
Num tendo visto ninguém,
Na minha porta bateu!

De lá de dentro uma voiz
Bem baixim arrispondeu...

Ele entonce, cá de fora:

- Quem ta bateno sou eu!

De repente abriu-se a porta!

Aí seu doutô, nessa hora
A isperança tava morta,
Tava morto o meu amô...

No iscuro uma voiz falô:

- Taqui, seu Chico, essa carta,
Qui a tempo tinha iscrivido
Pra mandá pra voismicê.
Pru favô num leia agora,
Vá simbora, vá simbora,
Qui quando chegá im casa
Tem munto tempo pra lê.

Quando minhas oiça ouviu,
As palavra qui Maria
Dizia pru disgraçado,
Eu fiquei amalucado,
Fiquei quage cuma loco,
Ou mio, cumo um cabôco
Quando ta chêi de isprito!

Dum sarto, cumo um cabrito,
Eu tava nos pés do cabra
E sem querer dei um grito:

- Miserave! E arrastei
Minha faca da cintura.

Naquela hora dotô,
Eu vi o Chico Faria,
Na bêra da sipurtura!

Mas o cabra têve sorte.

Sempre nessas circunstança
Os home foge da morte.

Correu o cabra, dotô
Tão vexado, qui dêxou
A carta caí no chão!

Dei de garra do papé,
O portadô da traição!

Machuquei nas minha mão,
A honra, douto, a honra
Daquela farsa muié!

Dispois oiando pra carta
Tive pena, pode crer,
De num tê prindido a lê.
Nas letra alí iscrivida
O qui dizia Maria
Pru marvado traidô.

Tive pena, sim sinhô.
Mas, qui haverá de fazê
Se eu nunca prindí a lê?

Maria mi atraiçuô!

Essa muié qui um dia,
Juêiada nos pé do artá
Jurou im nome de Deus
Qui inquanto tivesse vida,
Haverá de mim honrá
E mim amá cum todo amo.

Cum perdão do seu doutô.

Quando eu vi a miserave
Na iscurideza da noite
Dos meu oio se iscondê
Sem dêxá nem sombra inté
Entrei pra dentro de casa
Pra mi vingá da muié.

Douto, qui hora minguada!
Maria tava ajuêiada,
Chorando, cum as mão posta
Cumo quem faz oração.
Oiando pra eu pedia,
Pelo cali, pela osta,
Pru Jesus crucificado,
Pelo amo qui eu li amava
Qui num fizesse isso não.

Eu tava, doutô, eu tava
Cego de raiva e paixão.

Sem dizê uma palavra,
Agarrei nas suas mão,
Levantei ela pra riba
E interrei inté o cabo,
O ferro da parnaíba
Pru riba do coração!

Sarvei a honra, doutô,
Sarvei a honra, apois não!

Dispois qui vi a Maria
Caí sem vida no chão,
Vim fala cum vosmicê,
Vim cunfessá o meu crime
E mim intregá as prisão.

Se o sinhô num acredita
Se eu sô criminoso ou não,
Tá aqui a faca assarcina
E o sangue nas minhas mão.

Cumo prova da traição,
Tá aqui a carta, doutô.

Li peço um grande favô:

Ante de vossa-sinhuria
Mi mandá lá para prisão
Me lêia aqui essa carta
Pr'eu sabê cumo Maria
Perparava essa trição!

A CARTA

"Seu Chico:

Chã da Cutia.

Digo a vossa senhoria
Que só lhe escrevo essa carta
Pru senhor ficar sabendo
Que eu não sou a mulher
Que o senhor tá entendendo.

Se o senhor continuar
Com os seus disbiques atrevidos
O jeito que tem é contar
Tudo, tudo a meu marido.

O senhor fique sabendo
Que com seu discaramento,
Não faz nunca eu quebrar
O sagrado juramento
Que eu jurei nos pés do altar,
No dia do casamento.

Se o senhor é inxirido,
Encontrou u'a mulher forte,
O nome do meu marido
Eu honro até minha morte!

Sou de vossa senhoria,

Sua criada.

MARIA."

- Doutô! Doutô mi arresponda
O qui é qui eu tô ouvindo?
Vosmicê leu a carta,
Ou num leu, ta mi inludindo?

- Doutô! Meu Deus! Seu doutô,
Maria tava inucente?
Me arresponda pru favo!

Inocente! Sim, senhor!

Matei Maria inucente!

Pru que, seu doutô, pru que?

Matei Maria somente
Pruque num aprendi a lê!

Infiliz de quem num leu
Uma carta de ABC.

Magine agora o doutô,
Quanto é grande o meu sofrê!

Sou duas veiz criminoso,
Qui castigo, seu doutô!

Qui mizera! Qui horrô!
Qui crime num sabê lê!


****

Uma bela, simples e comovente poesia do poeta cordelista paraibano Zé da Luz, uma das boas coisas que o Cordel do Fogo Encantado me proporcionou conhecer. O cordel "Ai! Se sêsse!", o mais famoso do autor, foi musicado por Lirinha e sua banda. Maravilhoso.

Publicado por Gustavo Jreige em 02:32,


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Quinta-feira, Abril 13, 2006


Ídolos
Assisti ontem e estou assistindo agora ao programa do SBT. É ótimo, muito bom mesmo!
Chega a ser quase tão divertido quanto o American Idol, seguindo bem sua cartilha. Só falta um pouco de emoção na hora de anunciar que a pessoa foi aprovada, o que é natural, já que é a primeira edição e ninguém sabe se o vencedor virará um ídolo mesmo, além de "ir pra São Paulo" não ter o mesmo valor pra gente que "ir pra Nova Iorque" tem pra eles. A folha amarela não vibra tanto aqui quanto lá.
Mas o pior do programa é mesmo o casal de apresentadores, uma das únicas novidades da versão brasileira. São muito forçados, com um texto ruim e uma função questionável, mas... lembra-se de como o Bial apresentava o BBB1? De qualquer forma, acho que seria muito melhor caso só tivesse o apresentador.
Os jurados são bons, os participantes são bem aloprados e alguns têm qualidade, a edição é dinâmica e toda a atmosfera é mesmo a de Idol.

A audiência também está bem boa, ontém deu 18 pontos de média e 24 de pico, segundo o próprio SBT.

Tomara que a próxima fase continue com essa qualidade. Enquanto isso, curtimos os insanos sonhadores que acreditam ser os próximos ídolos do Brasil em uma das melhores produções do SBT nos últimos tempos.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:41,


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Segunda-feira, Abril 10, 2006


Novidades
Acho que é furo, mas não é nada demais: A Folha Online vai passar por reforma gráfica (já tão trabalhando internamente) e o Ricardo Feltrin viajará pro Oriente Médio. Eles estão trabalhando duro na Folha Online, das 7h às 22h, nem recebendo a imprensa estão.
Não tenho mais informações, mas dou certeza dessas duas: fácil, quem me disse foi o próprio Feltrin.

Com certeza vem coisa boa desse que é meu site preferido de notícias. Vamos esperar.

Publicado por Gustavo Jreige em 22:30,


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Sexta-feira, Abril 07, 2006


Recuperando o tempo perdido
Estreou nessa semana a versão brasileira de American Idol, o Ídolos, do SBT. Todo mundo torcia o nariz, mas eu sempre tive fé que o programa fosse bom. Não tive tempo de assistir, mas pela análise do Judão (que, por sinal, tá cada dia melhor), parece que não vou me decepcionar. Todas as críticas que lí foram contra os apresentadores e eu concordo plenamente com o Borbs: Podiam chamar o Marcelo Baptista- o Baptista ou Marcelão - que é de fato ótimo, original, carismático e uma comédia (e não estou elogiando porque é amigo, mas por ser bom mesmo)! Essa semana, se Deus e o relógio quiserem, eu assisto.

***

José Serra se queimou muito ao sair da prefeitura. Eu tinha esperança de que ele continuasse, até por achar que a credibilidade dele era mais importante do que o governo do estado nesse momento. Não tinhamos nenhum candidato realmente forte aqui em SP, então o PSDB poderia ter escolhido e marketado outro nome e poupado a palavra de Serra. A oposição, como era de se esperar, já mostra o vídeo do debate em que ele se comprometia a ficar os 4 anos na prefeitura. Estão certos em mostrar, nada mais justo. Não digo que não votarei nele, mas fiquei bem decepcionado, tanto pela falta de compromisso com o cargo, quanto pela falta de preocupação em quebrar uma decisiva promessa eleitoral. São Paulo não merecia a ARENA.

PS: Por favor, amigos manifestantes, quando forem protestar na Paulista, sigam o exemplo de nossos queridos professores: fiquem do Masp pra lá, pro lado da Consolação. Principalmente no período da manhã, quando vários pobres futuros jornalistas, incluindo esse blogueiro, tentam aprender alguma coisa no meio da grande Avenida.

***

Ei, eu quero o "Caiu na Rede", da Cora Rónai, com textos que rodaram a internet atribuidos a outros autores. Aliás, quero o livro e quero que a Cora venha logo a SP para eu poder fazer uma matéria com ela, sobre a obra.

***

Você também tá ansioso pra ver a TV Kibe no Kaldeirão do hulK? Aposto que será ótimo, mas acho que enfrentará alguns problemas de formato no comecinho (é só uma impressão, mesmo não sabendo qual o formato adotado). Difícil missão a do Pedro Tabet, tornar o Kibe Loco um fenômeno televisivo tão interessante quanto na internet, mas ele é competente e eu boto fé. Estréia dia 15, na Globo.


***

Falando em estréias, amanhã é dia de Estrelas, com a Angélica, e Central da Periferia, com a Regina Casé. Adoro as duas apresentadoras, acho elas ótimas, cada uma na sua linha e missão. Vou assistir.


***

Detestei ver o Enéas sem barba e todas as piadas sobre, principalmente por não sabermos o motivo que o levou a tirar um de seus traços mais marcantes. O humor, feito por todos em todos os lugares, ficou perigosamente no limite entre o engraçado e a humilhação.


***

E tem mais novidade: A Globo.com finalmente resolveu investir em conteúdo e trocou seu projeto gráfico. Ficou funcional, muito bom. A nova home entrou no ar hoje, bem como as páginas dos canais. A propósito, seu trabalho.
Será que agora a Globo.com engrena? Torço para que sim, pena que possivelmente eu saia daqui agora (embora o blog não tenha nenhuma ligação com o portal, ainda usa um serviço dele - o precário Blogger - e por isso tenho que assinar a Globo.com além de pagar a hospedagem do domínio). Veremos.


***

Ainda não consegui um postar aqui pelo meu PDA - um PPC WM5 -, em nenhum browser funciona corretamente. Alguém tem alguma sugestão?

A propósito, muito obrigado pela grande audiência das últimas semanas!


***

Eu amo finais de semana razoavelmente livres! Como é bom ter tempo de postar aqui, sem culpa...

Publicado por Gustavo Jreige em 22:10,


Dia do Jornalista
É hoje o dia do jornalista, mas não sei se temos de fato o que comemorar. De qualquer forma, é uma data para refletir e debater.
E foi com um debate que a Revista Imprensa mostrou como a próxima geração de jornalistas, que ingressaram agora na Cásper Líbero, enxergam a profissão, em comemoração à data. Eu participei e você pode ler a introdução da matéria online.
Ainda não vi impresso, a versão online não traz o nosso debate em si, mas apenas uma frase de cada um. Falei muito, muito mesmo, normalmente com opiniões bem diferentes das dos outros participantes, mas a frase escolhida por eles foi "Assessoria não é jornalismo" que, assim, sem nenhuma explicação, fica bem taxativa e limitada. Além disso eles cataram os piores ângulos da gente, o que é bem normal.
De qualquer forma, parabéns amigos jornalistas! Que vocês (nós) pensem cada dia mais em sua verdadeira função - trabalhar para trazer o melhor conteúdo -, honrando seu compromisso com a população e trabalhando, a cada virgula, para o desenvolvimento de nosso país.

Publicado por Gustavo Jreige em 19:10,


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Domingo, Abril 02, 2006


São Paulo, de cima
Hora de parar, respirar, olhar a sua volta e admirar as belezas que pouco notamos:


Vista da Av. Paulista, do terraço do Prédio da Gazeta - 31/03/06


Vista do centro de São Paulo, do terraço do Edifício Copan - 01/04/06


Fotos tiradas por mim, com a câmera do meu PDA. Em nenhum dos casos eu imaginava ir (nem ao topo do Prédio da Gazeta, nem ao topo do Copan), por isso não levei minha câmera fotográfica, uma pena. Belos lugares, vista incrível. São Paulo vista do alto, com todas suas nuvens, carros, anúncios e prédios, fica estranhamente encantadora. Se você puder, vá.

Publicado por Gustavo Jreige em 19:08,


Reality Show com jornalistas
Da coluna Outro Canal, do Daniel Castro, na Folha de sábado:
Globo aprova 'reality' de Caco Barcellos
A cúpula da Globo aprovou na semana passada o projeto de um novo programa jornalístico comandado por Caco Barcellos. Ao contrário do que se possa imaginar, "Profissão Repórter", nome da atração, não será exclusivamente feito de reportagens investigativas, marca do repórter.
"O programa será o Caco à frente de seis jovens jornalistas que saem para cobrir determinado assunto simultaneamente. Se a reportagem é sobre trânsito, um repórter vai de ônibus, outro de carro, outro de caminhão. Vamos mostrar pontos de vista diferentes sobre um mesmo assunto", define Luiz Cláudio Latge, diretor de jornalismo em São Paulo.
Outra novidade é que o programa mostrará como a reportagem foi feita, o que lhe dará ares de "reality show". "Será interessante documentar na reportagem o impacto que uma cena de acidente de trânsito causa em um repórter iniciante", exemplifica Latge.
O piloto de "Profissão Repórter", sobre trânsito, foi gravado no ano passado. Está sendo adaptado para virar um "Globo Repórter", o último de abril. A partir de 7 de maio, a atração vira um quadro do "Fantástico", com 12 minutos. Se for bem, tem chances de virar programa fixo em 2007.
Segundo Latge, "Profissão Repórter" terá temas atuais, que estiveram em evidência na última semana. Mas poderá realizar pautas de comportamento e até cobrir a final de um torneio de futebol.


Eu sempre pensei em um "O Aprendiz" com jornalistas e esse projeto, embora não seja igual ao reality da Record, me parece muito interessante. Será que formato é original, feito aqui?
Imagino que vá dá certo, pois, além de estar no Fantástico (a audiência é fiel, dificilmente mudará de canal caso não goste), é inovador, diferente, tem status de "projeto especial" dentro da Globo e, claro, é assinado por Caco Barcellos.
Tá aí um programa que eu não perco por nada. Se ficar tão bom quanto pode ser, torcerei muito para virar um programa e que, trocando as equipes, dure, pelo menos, mais uns... 4 anos! ;-)

Publicado por Gustavo Jreige em 00:00,


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