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OutrOs OlhOs

por Gustavo Jreige

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Agradecimentos ao Inagaki


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Segunda-feira, Julho 31, 2006


OutrOs OlhOs Podcast #2
O segundo episódio do nosso podcast será sobre os hits da internet. Isso mesmo, aqueles fatos, situações e pessoas que viram mania na web e frequentam os nossos E-mails e navegadores durante algum tempo. Ruth Lemos, El Mamut, Katilce, Jeremias.... são tantos!
Se você se lembra de algum ou não costuma dar muita bola para esse tipo de coisa, mande seu comentário em áudio que eu coloco no podcast. Basta entrar em http://podcast.outrosolhos.com.br e comentar normalmente. Junto com o texto, dá para gravar depoimento por voz. Ou então grave e mande o MP3 para o E-mail, que também está na página.
Se quiser só escrever, também tá valendo. Conto com a sua participação!

Não dou uma data para ele entrar no ar, mas será em agosto. Para não perder nada e baixar automáticamente os novos programas, adicione o feed (http://feeds.feedburner.com/oopodcast) em seu agregador de podcasts!

E se você ainda não ouviu o primeiro episódio sobre telejornais, clique aqui e ouça. Tem entrevista com Joelmir Beting e Celso Freitas, entre outros profissionais, e a participação de Rosana Hermann, Eddie Silva, Bia Kunze e Thas Veloso. Ouve lá, vai?!

;-)


Update: Quem não conseguir gravar pelo site do podcast, mande por E-mail o arquivo de áudio. Para gravar no seu PC, recomendo o Audacity e o formato MP3! Caso não dê mesmo assim, meu skype é gustavojreige!

Publicado por Gustavo Jreige em 20:53,


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Domingo, Julho 30, 2006


Sem Google
O dia todo tentei acessar o Google, o Orkut, o Gmail e o Gtalk, sem sucesso, as páginas nem carregavam. Como não entrava por nada, perguntei aos meus contatos no MSN se abria para eles e minha suspeita estava correta: Os serviços do Google só não estão abrindo para quem tem Speedy!
Meu amigo Marcelo Alves, muito esperto, assim que perguntei se estava usando Speedy (antes de falar de qualquer problema) já explicou que um lado do continente norte-americano estava com problemas de internet e que quase não dava para usuários Speedy acessarem o Google.

Quem usa Virtua, Ajax e conexão discada, consegue acessar normalmente. O Blogger.com funciona normalmente.

O pior de tudo é que o Gmail é meu E-mail principal (até mesmo em algumas contas "@outrosolhos.com.br"). Fazer o quê, só resta esperar tudo voltar ao normal e superar o google-vício.

Update: O Elber Nantes me avisou via Skype que através do site KProxy dá para acessar os serviços do Google. Quem diria, ter que usar esse site em casa para poder olhar os E-mails...

PS¹: "Google" e "Orkut" estão entre as 4 palavras mais buscadas da Folha Online! O site, no entanto, não retorna nenhum resultado sobre o problema.

PS²: Os serviços eletrônicos também sentem quando seu dono está em inferno astral? Meu Firefox está pirado há alguns dias: apagou meus favoritos, sumiu com algumas extensões e não guarda mais a configuração de tela que ajusto (basta fechar e abrir de novo para todas as barras pularem na minha cara e todos os botões voltarem para o lugar padrão). Isso foi antes de atualizar o FF, mas mesmo depois que atualizei continuou assim, não mudou nada. Aí desinstalei, apaguei os arquivos, reinstalei, nada. Vai entender...

Publicado por Gustavo Jreige em 19:46,


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Quinta-feira, Julho 27, 2006


Ídolos
Chega hoje ao fim o reality show "Ídolos", do SBT. Com a missão de encontrar um novo ídolo da nossa música, a atração mostra hoje o grande campeão: Leandro Lopes ou Lucas Poletto? O processo de votação terminou há pouco, às 21h.
Aposto no Leandro desde a primeira audição, quando ela já possuía uma atitude bem próxima do perfil que o programa busca. Com o tempo, ele foi conquistando o público, atingindo uma grande popularidade e se tornou o favorito.
Contudo, acredito que o "ídolo" não terá um começo de carreira tão bom assim: a música de trabalho escolhido pela gravadora Sony é over demais para o propósito original do programa, anterior atémesmo ao American Idol, que é formar uma estrela do pop (o "Pop Idol", da versão original britânica). A música é perfeita para o Lucas, pois, assim como sua voz, ébonita, mas lenta demais e sem brilho e carisma suficientes para ser um grande sucesso. Se o Leandro for o vencedor, a música certamente não durará muito e dará espaço a uma mais agitada, seguindo seu estilo. De qualquer forma, pop da versão brasileira tomará um rumo que não me agrada, infelizmente, tendendo para o popularesco. Pobre pop brasileiro, tão ruinzinho.

O primeiro Ídolos não foi um grande sucesso, tampouco um fracasso. Resta saber qual será o rumo do próximo ídolo imposto pela mídia - esse pelo menos com o consentimento do grande público.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:36,


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Terça-feira, Julho 25, 2006


Rodrigo Santoro em Lost
Pois é, a surpresa é geral, mas o colunista do TV Guide Michael Ausiello conversou com os produtores de Lost que disseram que Rodrigo Santoro estará na terceira temporada da série, que começa em breve. Além disso, elogiaram muito o brasileiro, falaram que ele é o rosto perfeito para Lost, já que não é conhecido pela audiência norte-americana, e que pode até competir com o galã da série no quesito beleza (segundo eles, Rodrigo é o Brad Pitt Tom Cruise brasileiro). Além disso, o compararam com Russell Crowe, dizendo que, assim como o ele, Santoro é "um grande ator que faz escolhas interessantes".
Segundo o site de Lost, na Globo.com (que aliás, está cada dia melhor em conteúdo sobre a TV paga), a assessoria de imprensa do ator afirma que não existe nenhuma negociação e que Rodrigo está viajando de férias. Em quem acreditar?
Bom, acompanho há um tempo o trabalho do Ausiello (por causa de "Gilmore Girls", confesso) e ele é bastante confiável, não costuma errar não.
Além de que os produtores pareceram, na entrevista, estar bem seguros da contratação do ator - que certamente não recusaria um papel desses. Sendo assim, é muito provável que seja verdade e que, a partir de outubro (quando começa a nova temporada nos EUA), possamos assistir a ele em uma das séries de maior sucesso da atualidade. Vamos torcer e esperar.

Publicado por Gustavo Jreige em 14:03,


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Segunda-feira, Julho 24, 2006


Nova mensagem de texto: Abaixe-se. JÁ!
O Bluebus publicou uma nota (confusa e mal redigida) dizendo que, em Israel, além de sirenes, torpedos (ignore a proximidade semântica, isso não é um trocadilho) SMS avisam a população da proximidade de mísseis vindos da fronteira com o Líbano.
É uma serviço inovador e racional: Se a tendência da comunicação é se aproximar cada vez mais do usuário final, nada mais coerente do que esse uso das mensagens de texto nos celulares. Pena que as circunstâncias sejam tais.
Como em toda guerra, por mais medíocre que essa sempre seja, novos usos da tecnologia aparecem. Se são funcionais ou não, só depois saberemos, até porque basta que o fornecimento de energia elétrica nessas localidades tenha sido interrompido para que, em poucos dias, as baterias dos celulares acabem. De qualquer forma, fica como sinal dos tempos e das possibilidades que o serviço permite para a produção direcionada de publicidade e conteúdo.

E eu que achava ruim quando recebia mensagens comerciais da minha operadora de celular!

***

A propósito, que dor ver o Líbano de onde descendo - desse jeito. A bandeira cada vez mais vermelha, o país cada vez mais destruído e o Hizbollah extremamente forte. É horrível saber que não há guerra ou acordo que faráesse panorama mudar tão cedo. A falta de perspectivas atinge tão profundamente a nação quanto as bombas e para esse povo não existe retirada possível.


Update: O Bluebus publicou hoje, dia 25, uma nota decente e clara sobre os torpedos em Israel, escrita por Gabriel Toueg. O parágrafo final ("As mensagens regulares de aviso de míssil serão enviadas pela Cellact e não vão sair de graça. Cada uma vai custar 4 centavos de dolar - o que pode vir a encarecer o serviço conforme a quantidade de projeteis avisados") permite uma reflexão bem interessante.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:04,


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Domingo, Julho 16, 2006


OutrOs OlhOs Podcast


Demorou. Foram meses de atraso em que muita coisa aconteceu com os telejornais, o assunto desse primeiro podcast, e comigo.
Novos jornais surgiram, outros acabaram, profissionais trocaram de emissoras....
Nesse período, entrei na faculdade e tive meu primeiro semestre de aulas de jornalismo, o que alterou um pouco a minha concepção de como um bom telejornal deve ser. Foram 6 meses, aproveitados para tiver coletar material para essa primeira edição.
Chegado perto do prazo novo, 13 de julho, comecei a trabalhar nele... Acabei me enrolando com tanta coisa para fazer e, nos dias finais, passei a ficar 12 horas por dia trabalhando para deixa-lo mais ou menos como imaginei.
Resultado: 3 dias de atraso e cansaço gigantesco. Mas, enfim, hoje, 16 de julho de 2006, o primeiro OutrOs OlhOs Podcast entra no ar.
Deu muito trabalho mesmo - de longe a coisa que mais me deu trabalho desde quando criei esse blog-, mas até que gostei do resultado. Tem alguns problemas técnicos, como o áudio ruim em algumas partes, o volume baixo no geral, o BG alto em alguns momentos... Mas, dê um desconto, esse foi o primeiro, minha estréia, ainda tô aprendendo a fazer.

O primeiro episódio é o "A Hora do Telejornal", tem 1h19 de duração (é uma edição especial mais longa do que os próximas serão) e 36,3 Mb (qualidade de 64 Kbps, para compensar a longa duração...).

Ele tem a participação de:
- Rosana Hermann (blogueira, ex-apresentadora do telejornal "Fala Brasil", da TV Record)
- Eddie Silva (do portal Vocepod.com, que mora nos EUA há mais de 10 anos)
- Thássius Veloso (blogueiro, vestibulando em jornalismo, no Rio de Janeiro)
- Bia Kunze (blogueira, estudante de jornalismo e especialista em tecnologia móvel)

E entrevistas exclusivas com:
- Vicente Adorno (ex-editor chefe e comentarista de internacional do "Jornal da Cultura", da TV Cultura)
- Luiz Malavolta (Chefe de Produção de Reportangens Especiais da TV Record)
- Roberto Muylaert (ex-presidente da TV Cultura que realizou a primeira entrevista com o Lula na TV)
- Joelmir Beting (comentarista de economia do "Jornal da Band", da TV Bandeirantes)
- Celso Freitas (âncora do "Jornal da Record", da TV Record),

Além de falar sobre telejornais, tem ainda o "De 0 a 10", com fatos da atualidade, e o som da banda Poléxia.


É só acessar podcast.outrosolhos.com.br (dá pra ouvir na própria página) e adicionar http://feeds.feedburner.com/oopodcast em seu programa de podcasts (e assim receber automaticamente as atualizações).

Espero que você goste.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:43,


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Quinta-feira, Julho 13, 2006


Podcast
A data de lançamento do podcast estava marcada para hoje.
Não, dessa vez não vou adiar. Logo mais ele estará no ar!
Finalmente! :-D

Update: Já tá no ar!
desUPDATING: Acabei tendo problemas técnicos e não consegui deixar tudo OK. Mas dessa sexta não passa!
DESdesUPDATING: Passou. Hoje, domingo ele será lançado! Já está pronto, mas tô apanhando um pouco do meu servidor... Quando eu acertar, entra no ar!

Publicado por Gustavo Jreige em 23:22,


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Quarta-feira, Julho 12, 2006


São Paulo explode 2
Voltamos com nossa cobertura de guerra, em um estado novamente em chamas. São Paulo volta a ter dezenas de ônibus queimados e de atentados daquela facção. Nós, voltamos a ficar com medo e a pensar em parar tudo e se refugiar em casa. Casas...
Pessoas estão sendo assassinadas e a alma de um estado sendo incendiada, virando cinzas. Onde isso vai parar? Quando?
Semana de moda, dias de luto.

Publicado por Gustavo Jreige em 19:21,


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Segunda-feira, Julho 10, 2006


Se beber não apresente



Que isso?! É o Fernando Vanucci, bêbado, apresentando seu programa, ontem!
O Ministério Público deve tomar alguma providência. É um absurdo isso ir ao ar, a emissora tem total responsabilidade sobre o que transmite.
O problema não é só ele estar bêbado, mas terem deixado ele entrar ao vivo assim. Ou será que ninguém percebeu que ele estava bêbado a tempo de impedir de apresentar?
De que adianta estudarmos jornalismo, se na prática temos isso? Será que mudaremos e melhoraremos mesmo o jornalismo apenas vendo as coisas na teoria? Nunca vi nada funcionar assim.

O vídeo, que até agora foi visualizado 258 vezes, é ótimo, hilário, mas o riso toma o lugar que deveria ser do questionamento. Aonde vamos parar?
Não é por nada, mas só podia ser na Rede TV!. Essa emissora precisa de mais ética e de mais profissionais de qualidade em suas produções próprias (todas as boas atrações que conheço de lá têm produção independente da emissora), senão... dá nisso.

Fica a dica do bom blog que capturou a cena: Bola Fora!

Publicado por Gustavo Jreige em 23:53,


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Sábado, Julho 08, 2006


O tocar de um sino
Mas aqui é diferente", me falou, ao telefone um senhor com sotaque japonês, após saber que estava interessado em conhecer aquele templo, com o intuito de entender melhor o budismo. Antes, ao atender a ligação como sendo da "Igreja Daigozam Jomyoji", ele já havia me confundido: A palavra "igreja" estava tão atrelada ao cristianismo que me fez perguntar se lá era, de fato, um local budista. Seu exíguo português, aliado às alterações vocais geradas pela idade avançada, dificultava nosso diálogo. Não podia compreender tudo o que ele dizia, apenas o suficiente para perceber que ele me receberia.
Assim, fui até o templo sede da Associação Paulista de Igrejas Budistas Nambei Shingonshu Daigozam Jomyoji, em Suzano, na Grande São Paulo, acompanhado de meu tio que, embora católico, havia levado, há alguns anos, seus filhos, que possuíam doenças, para receber as bênçãos de religiosos do local. Em meio a uma grande área verde com diversos animais, a igreja, que nesse ano completa 40 anos de existência, apresenta uma bela arquitetura, com uma edificação grandiosa construída em base de pedras trazidas da Serra do Mar e toras de madeira da região norte do Brasil. A estrutura física é repleta de significações, e fatos ocorridos na construção do templo influenciam até hoje a filosofia do local, que pertence ao budismo Vajrayana japonês, da escola Shigon.
Em 1966, o bispo Teizan Nishioka, construiu uma pequena capela, com imagens de santos japoneses, incensários, candelabros e arranjos nipônicos integrando o ambiente, que passou a ser freqüentado por boa parte da colônia japonesa - muito presente em Suzano. Com a missão de divulgar a ideologia budista, o templo tomou grandes proporções e a cada ano recebia mais adeptos. Em 1967, o bispo e alguns de seus seguidores se uniram para dar início à edificação do templo principal da igreja. A obra foi realizada com doações espontâneas e levou sete anos para ser finalizada.
Durante a construção, Teizan enfrentou problemas para trazer um grande sino de bronze do Japão e sonhou com Nossa Senhora Aparecida o ajudando. Após isso, conseguiu transportá-lo e colocá-lo no local, onde é encontrado até hoje. Em gratidão, cedeu um lugar especial para a imagem da santa católica no interior do templo, junto aos ícones budistas. Hoje, a santa é um símbolo da integração entre budismo e catolicismo, uma característica do local.



A entrada do templo, que fica em uma fazenda, segue rigorosamente o estilo japonês, com um portão principal ladeado por dois grandes bonecos de madeira, denominados "nioos", que ficam dentro de jaulas. Um tem a boca fechada e uma rosa na mão, simbolizando a vida, e, o outro, tem a boca aberta e segura uma lança, simbolizando a morte. Eles são os guardiões do templo, que castigarão duramente quem roubar alguma coisa de lá. O portão principal, entre as estátuas, permanece constantemente fechado, e só é aberto quando pessoas muito importantes visitam o local. Outras duas passagens menores são destinadas aos visitantes e ficam nas extremidades da construção.
Um detalhe relevante é que a passagem da esquerda é destinada apenas à entrada e a da direita à saída. Essa é uma regra muito importante a se cumprir durante a visitação do templo: em qualquer ambiente se entra pela esquerda e sai pela direita, respeitando assim o "ciclo da vida".
Do lado de fora, avistamos um senhor japonês que arrumava o incenso - símbolo de purificação - disposto à frente da igreja, na parte interna da área do templo. Pedimos a ele para entrar, esperando que, para isso, tivéssemos que passar por algum ritual. De fato, segundo matérias publicadas sobre o templo, o procedimento após a entrada em dias de celebração é lavar as mãos e a boca em uma fonte com água cristalina vinda de um poço artesiano que fica à direita da entrada. Depois, o fiel deve rezar em frente a três construções menores, semelhantes a capelas, localizadas à esquerda. Cada uma delas representa um santo: A primeira é o deus da água, conhecido pelos japoneses como Seiryu Gonguen Sama; a segunda é Godai Riki Sama, deus dos bens materiais; e o último templo está ligado ao deus da saúde, ou Dindo Kyussai.



Não passamos por nenhum desses rituais; o senhor, que depois descobrimos ser faxineiro do templo, nos mandou entrar. Entramos e, na área central do pátio, havia um candelabro esculpido em pedra. Pesquisando posteriormente, descobri que apenas as igrejas 'mor', ou seja, aquelas maiores, com entradas principais, podem contar com esse tipo de artigo. Atrás dele, em frente à igreja , o incensário.
O templo em si ocupa uma área de aproximadamente 20m por 25m e foi construído com seis pilastras de madeira de cada lado, simbolizando os meses do ano. Fiquei receoso em infringir alguma regra, mas o faxineiro mandou que entrássemos. A atmosfera do lugar era de paz. Uma região logo após a entrada pode ser pisada por qualquer um - e foi nela que ficamos -; aos lados tatames; à frente, separada por uma cerca, os objetos, santos e símbolos budistas. Lá, há um santo com uma corda e uma espada em cada lado do braço, representando as necessidades da pessoa entender a linha entre o bem e o mal e atentando para importância de se praticar o bem. Embora tenha procurado, não consegui localizar a imagem de Nossa Senhora, mas, dizem, ela está nesse local. Ao todo, a igreja possui quatro altares, sendo alguns deles destinados a orações aos antepassados. Em uma das paredes laterais, diversas fotos de autoridades budistas e políticas, como o ex-presidente José Sarney.
Em um canto da igreja, avistamos outro senhor japonês, trajando roupas que me remetiam à imagem de monges budistas. O chamei, me apresentei e ele logo perguntou se era eu que havia ligado. Ele era o padre, quem nos receberia, e a dificuldade de comunicação que existiu por telefone foi exacerbada pessoalmente. Eu não sabia o que falar, por onde começar, então fiz uma pergunta qualquer. Começou a falar, mas quase nada entendemos. Passou a explicar diversas coisas, querendo assim evitar as perguntas. Só aí pude compreender porque ele falara que lá era diferente: "Assim como todas essas imagens budistas, Nossa Senhora também é sagrada. Budismo, cristianismo, seicho-no-ie, é tudo a mesma coisa. O relógio gira da mesma forma em todos os lugares do mundo", disse ele insistentemente, até que conseguíssemos entender. Lá, o budismo é mais do que uma religião propriamente dita, é uma filosofia de vida que convive harmoniosamente com outras doutrinas da sociedade.
Ele falava olhando para meu tio. Perguntei os significados e os porquês de algumas coisas: "Os jovens querem saber o porquê de tudo", me respondeu. Explicou então algo relacionado a estudo, mas não conseguimos compreender, devido à mistura de idiomas que ele fazia. Continuava a falar com meu tio e, quando eu perguntava qualquer coisa, ele ria e dizia que eu deveria estudar. Só depois, estudando os princípios Vajrayana, entendi que, para tanto saber, eu deveria passar por todo um processo de iniciação budista, que faria com que eu conseguisse compreender os significados e usá-los para o meu desenvolvimento pessoal.
Ao sairmos de lá, fui pedir algumas explicações que não haviam ficado claras para o faxineiro, que falava português. Ele explicou o que sabia e começou a criticar o padre de uma forma que me surpreendeu. Embora simpático conosco, tinha um jeito agressivo e até mesmo grosseiro, o que destruía a imagem do praticante sereno e sempre meditando que eu tinha dos budistas. Perguntei se de fato ele seguia o budismo. "Ué, por que eu estaria aqui?", ironizou. Percebi, então, o quão equivocados são os mitos e paradigmas que construímos acerca das religiões e situações.
Ele me mostrou o sino japonês - o que principiou a comunhão com o catolicismo -, permitindo inclusive que eu entrasse na construção que o abriga. Preferi não tocá-lo, por respeito. Depois, o faxineiro me levou ainda à outra sala, fora daquele pátio e do "portal" de entrada e saída. Nela, segundo ele, são realizados os "trabalhos" espirituais, as curas e algumas orações e rituais aos antepassados. Lá havia um altar com velas e símbolos, do qual não pude me aproximar, devido a um limite marcado por cadeiras. Na entrada, incenso para purificar.
Em nenhum momento fui impedido de entrar em qualquer lugar. A única advertência era para que eu não pisasse em nenhuma parte que tivesse a areia riscada, indo sempre pelas laterais, entrando pela esquerda, saindo pela direita. Pude fotografar tudo, mas o padre, cujo nome foi impossível compreender, preferiu que eu não tirasse nenhum retrato dele. "Não é necessário", respondeu a mais um de meus "por quês".
Antes de ir embora, aceitei o oferecimento do funcionário e bebi água do poço, que ele disse não ser benta nem ter qualquer significado. Para mim tinha.
Nesse templo, não há missas ou rituais diários, apenas uma ou duas celebrações mensais. Em uma folha (escrita em português e japonês) que lá me deram contendo a programação anual e também em uma lousa na parede da sala de trabalhos, um evento chamou minha atenção: no dia 8 de julho, a comunidade Daigozam Jomyoji sai em romaria rumo à Aparecida do Norte, município paulista que contém a maior basílica católica do país, demonstrando que a integração do budismo com a igreja católica é cada vez mais efetiva. Será que é desse modo que as religiões sofrem transformações? Não sei, mas essa é uma nova proposta da prática da fé que, se me surpreendeu, muito me agradou e fez pensar: ao que parece, é sim possível fazer diferente.
Que toquem os sinos.


Publicado por Gustavo Jreige em 14:27,


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Sexta-feira, Julho 07, 2006


São Paulo explode

Foto: Almeida Rocha / Folha Imagem

Todos seguimos algumas rotinas. No começo, realizamos todas as tarefas com atenção, depois, quando a rotina se instaura, passamos a não atentar tanto às coisas, realizando-as meio que mecanicamente.
De segunda a sexta, saio da faculdade, na Av. Paulista, pego dois metrôs até chegar à Estação da Luz, onde pego o trem que me traz até Poá, minha cidade.
No começo do ano, quando iniciei esse roteiro, prestava atenção em tudo, era bem cuidadoso. Relaxei, até o dia que tentaram me roubar no metrô, felizmente sem sucesso. Depois, esqueci e comecei a agir novamente com naturalidade, ouvindo música e dormindo no trem.
Todo dia, da Luz até o Brás, alguém vai pedindo dinheiro, vendendo coisas ou tocando música para pagarmos o show. Tudo na paz. O discurso de todos os pedintes é o mesmo: Não vendemos coisas porque os fiscais apreendem tudo. Até os músicos se queixam; teve vez que uma dupla veio reclamando e tocando pandeiros imaginários, pois seus instrumentos haviam sido confiscados. De fato, por duas vezes vi os fiscais em ação. Eles ficam escondidos, vestidos como passageiros e, quando menos se espera, aparecem e pegam no flagrante, apreendendo as mercadorias.
Pois segundo a CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, são essas pessoas, os ambulantes, as principais suspeitas de colocar uma bomba dentro de um desses trens. A bomba explodiu hoje, às 10h45, no primeiro vagão desse mesmo trem que eu pego todos os dias, enquanto ele estava na Estação Brás. 11 pessoas ficaram feridas.
Quando li a notícia fiquei obviamente chocado e ver as imagens do vagão destruído foi muito estranho. Costumo pegar os primeiros vagões e sentar em um banco ao lado da janela, como no que colocaram a bomba caseira, que continha até parafusos, pregos e bolas de gude. Se eu não estivesse de férias e hoje - ao invés de sexta passada - fosse meu último dia de aula, eu provavelmente estaria nesse trem.
Não estava, mas o sentimento é o mesmo: depredaram algo meu. Todo mundo, quem usa ou não esse serviço, deve se revoltar. Será mesmo que foram os vendedores do trem que fizeram isso? Como acreditar, se hoje mesmo, na zona norte da cidade, dois imóveis de policiais sofreram atentados - com bombas (que não explodiram), tiros e pichações - e o todo o estado vive uma eminente situação de guerra civil, com agentes penitenciários sendo mortos, rebeliões acontecendo e ameaças constantes do retorno do pânico paralisante, como no fatídico 12 de maio?
O governo já descartou qualquer ligação entre essa bomba e os demais ataques daquela organização criminosa. Nada muda, foi o meu trem que sofreu um atentado, e, sim, está tudo ligado, numa sangrenta rede que, aos poucos e cada vez mais depressa, explode física e moralmente São Paulo.
Enquanto isso, as campanhas eleitorais começam e esperamos sentados, assistindo aos programas partidários na TV, a bomba explodir de vez nosso tão desgovernado estado.
Que não nos acostumemos com tanta violência, que os governantes parem de agir mecanicamente, que isso deixe de ser rotina.

Publicado por Gustavo Jreige em 23:56,


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Quinta-feira, Julho 06, 2006


56º Emmy Awards
A lista de indicados ao Emmy, o mais importante prêmio da televisão estadunidense, foi divulgada na manhã de hoje e pipoca em todos os grandes sites da web, inclusive os brasileiros. A chamada ou o olho (aquela linha explicativa que fica abaixo do título) das notícias sempre têm a mesma constatação: "Lost" não recebeu indicação nas principais categorias.
A série que é hype em todo o planeta concorreu em 12 categorias ano passado e venceu como Melhor Série de Drama. Esse ano, foram "só" 7 indicações, a maioria nas categorias técnicas. Causou estranhamento geral a ausência do seriado como Melhor Drama, que esse ano é disputado principalmente por "24 horas" (com 12 indicações no total) e "Grey's Anatomy" (com 11).

Outra ausência sentida - e essa me deixou puto - foi a de Lauren Graham, a Lorelai de "Gilmore Girls", concorrendo como Melhor Atriz de Série de Comédia. Há algum tempo rolam informações de que o sistema de votação do Emmy havia mudado, o que beneficiaria séries que não se enquadram claramente em Comédia ou Drama, como é o caso de GG. Isso fez com que os críticos e principalmente o público se animassem, pois, apesar de todo o sucesso que essa série faz, ela nunca foi indicada a nenhum Emmy, o que é considerado uma grande perseguição. Além disso, a atriz teve uma performance fora do normal nessa temporada, ganhando destaque na mídia norte-americana. Mesmo assim, nada de Lorelai no prêmio.
Nessa categoria, Melhor Atriz de Série de Comédia, o prêmio deverá ir para Debra Messing, a Grace de "Will & Grace", série que se despediu do público após oito temporadas e muitas estatuetas. Também concorrem outras atrizes queridas, como Lisa Kudrow (a Phoebe de "Friends", mas por seu papel em "The Comeback") e Julia Louis-Dreyfus (a Christine de "Seinfeld", mas por seu papel "The New Adventures of Old Christine").

Várias séries terminaram nessa temporada, como "Will & Grace" (que concorre em 10 categorias), "A Sete Palmos", "The West Wing" e "Arrasted Development", o que pode dar um certo favoritismo a elas, caso a tradição seja mantida.
"Into The West", uma mini-série de 6 episódios, concorre em 16 categorias, mas não nas principais (destinadas a seriados), sendo o programa que disputa mais estatuetas nessa edição.

Embora eu óbviamente não assista a nem metade das séries indicadas, coloco abaixo a lista dos que seriam premiados por mim nas principais categorias:

- Série dramática: "Grey's Anatomy"
- Comédia: "Arrested Development"
- Ator de série dramática: Kiefer Sutherland (Jack Bauer, de "24 Horas")
- Atriz de série dramática: não tenho favorito
- Ator coadjuvante de série dramática: não tenho favorito
- Atriz coadjuvante de série dramática: Sandra Oh (Cristina Yang, de "Grey's Anatomy")
- Ator de comédia: Charlie Sheen (Charlie, de "Two and a Half Men")
- Atriz de comédia: Debra Messing (Grace, de "Will & Grace" - ressentido pela Lauren Graham)
- Ator coadjuvante de comédia: Sean Hayes (Jack, de "Will & Grace" - hora do adeus)
- Atriz coadjuvante de comédia: Megan Mullally (Karen, "Will & Grace" - bye bye)
- Minissérie: "Into the West" (de Steven Spielberg, com a Keri Russel! :-p )
- Reality show: "Project Runway" e "American Idol" (não consegui optar)

A cerimônia de entrega do Emmy 2006 acontecerá em 27 de agosto, com transmissão ao vivo aqui no Brasil dos canais E! e Sony, em inglês e sem legendas. No Sony, se for como de costume, eles devem reprisar na semana seguinte, legendado. Aqui no blog, claro, acompanharemos.

Update: O Séries Etc. fez um top10 de séries injustiçadas. Adivinha quem ocupam, respectivamente, as duas primeiras posições? Lost e Lauren Graham.

Publicado por Gustavo Jreige em 21:57,


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Terça-feira, Julho 04, 2006


Ooops!
No programa Ooops! de ontem, no UOL News, o Ricardo Feltrin noticiou que o cão Eddie da série Frasier havia morrido e que essa nota ainda não tinha chegado ao Brasil. Tinha sim, Feltrin! No Séries Etc., da Globo.com, a notícia foi dada no dia da morte do cachorrinho, dia 27/06!
Aliás, o Séries Etc. é um dos melhores sites sobre séries do Brasil e é coordenado pela jornalista Claudia Croitor, que mantém também o ótimo blog Legendado.

Mas o Feltrin deu um Quem é Legal que até me emocionou: Para ninguém mais ninguém menos que Amanda Klein, do BandNews.
Olha só o que ele disse:


Quem é Legal
Amanda Klein, da Bandnews
Ela é uma das muitas âncoras de telejornal da TV paga e ainda não é conhecida do grande público. Mas certamente é questão de tempo para isso mudar. Aliás, também deve ser só uma questão de tempo para que alguma emissora acabe "furtando" Amanda Klein da Bandnews, onde apresenta telejornais noturnos. Mesmo não sendo famosa, Amanda é sem dúvida uma revelação, uma das mais completas âncoras do país hoje. É segura, bonita, tem dicção perfeita, é extremamente carismática e tem um incrível "timing" de expressão durante a apresentação do noticiário --algo muito raro hoje em dia. Uma jovem e promissora apresentadora, que veio da internet, e que já dá banho em muitas veteranas da TV.


Olha, essa jovem jornalista é tudo isso que ele falou. De fato é ótima e deve ascender rapidamente na carreira.
Mas ela não é só a Amanda Klein... ela é a Mandynha, que era apresentadora da all! Como fico feliz de ver essas pessoas fazerem sucesso!
A Mandy é um amor, de uma humildade tremenda. Atenciosa, carinhosa e muito competente. Torço muito, muito mesmo por ela!

Mandynha, te desejo todo sucesso do mundo!
Todos os outros leitores, desejo que vejam a Amanda no ar, no BandNews!

Publicado por Gustavo Jreige em 01:07,


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Segunda-feira, Julho 03, 2006


Skypecast
Vamos quebrar um record batendo papo, fazendo assim o maior Skypecast do mundo? Já tá rolando...
Me adicione no Skype, o nome de tela é gustavojreige, e também entre sala de áudio, clicando aqui.

Vai ser bem legal!

Publicado por Gustavo Jreige em 22:19,


Como escolher a carreira
Um dos momentos mais difíceis da vida é escolher uma profissão e ele normalmente acontece quando terminamos o ensino médio e vamos para a faculdade. É tanta pressão, tanta coisa acontecendo simultaneamente e tantas opiniões e opções, que quase piramos. Passei por isso ano passado em menor escala, já que eu tinha quase certeza do que eu queria, mas vi bem o que aconteceu com meus amigos e várias outras pessoas.
Sendo assim, como um pós-vestibulando que escolheu o jornalismo para seguir na vida, relato cinco passos que dei até tomar a decisão. São cinco dicas que funcionaram comigo e certamente o ajudarão a escolher um caminho até o curso certo na universidade.

1 - Tente se lembrar do que você brincava quando era criança
Aos 3 anos de idade eu queria ser presidente do Brasil e já cantava hino nacional. Aos 5, já alfabetizado, me preocupava, ao viajar para a praia, se lá haveria papel para eu escrever. Além disso, organizava festinhas em casa(iguais às que eu via na escola) e me divertia com uma câmera filmadora de brinquedo, criando diversos programas de TV.

Ao observar o meu comportamento, percebi que já demonstrava características marcantes. Não ignore, de forma alguma, seu interesse precoce por flores ou por peças de montar, por exemplo, pois ali podem estar traços que você mantém até hoje.

2 - Lembre-se do que você gostava e fazia na escola
Sempre gostei de falar em público, nunca tive problemas com isso. Adorava fazer redações e era o autor e diretor oficial de todas as peças de teatro que aconteciam em minha sala. Garantia minha nota em trabalhos extensos de pesquisa, inclusive de campo. No ginásio, freqüentava o gabinete do prefeito e o comitê dos candidatos à prefeitura em busca de entrevistas (nunca me negaram)e realizava pesquisas boca-de-urna para trabalhos escolares. Era representante de classe e tinha grande interesse no grêmio estudantil. Minhas melhores notas eram em Português, História e Geografia. Já no ensino médio, participei de concursos de redação, obtendo alguns prêmios.

Aqui, a brincadeira fica mais séria e já dá para delimitar nossos pontos fortes e fracos. Tente se lembrar de qual matéria o agradava mais e também em qual você ia melhor. Se você tinha problemas de relacionamento e não conseguia fazer trabalhos em grupo, por exemplo, e ainda não superou isso, prefira profissões que valorizem o trabalho individual. Se gostava muito de estudar e ajudava seus amigos nos deveres, pense em seguir carreira acadêmica. Se você fortímido ao extremo, antes de tudo procure um médico, pois pode ser fobia social.
Depois de tanta reflexão, você já terá algumas áreas que pode seguir. As minhas eram Direito, Comunicação e carreiras políticas.



3 - Veja qual área o agrada mais e pense nos requisitos necessários
Eu era bastante comunicativo, nunca tive muita paciência para ler livros complicados. Preferia jornais, revistas e sites. Sendo assim, eu jamais poderia optar por Direito, pois não leria os longos e necessários livros. Não queria estar do outro lado da política, do lado oposto ao povo. Além disso, não queria uma vida sempre tensa, sempre séria. Só sobrava, então, a Comunicação.

Tome cuidado nessa etapa, pois nada adianta amar cuidar de pessoas e ter pavor de sangue. Pense no que é exigido para a profissão e analise a grade do curso. Aqui você define uma só área, que agora deve ser esmiuçada.


4 - Leia tudo sobre a área, entenda as profissões nela envolvidas e converse com profissionais
Essa etapa nem sempre é tão clara, sequer acontece separadamente. Eu já lia e assistia há anos a conteúdos sobre comunicação. Freqüentava o Observatório da Imprensa e o Comunique-se, por exemplo, hámuito tempo. Conversei com vários amigos, jornalistas, radialistas e publicitários, que esclareceram minhas chances reais no mercado, o dia a dia da profissão e a importância da escolha da universidade.

Procure sites específicos e técnicos, acesse os sites dos sindicatos, entenda bem as profissões. Você vai se interessar por algumas e perderá boa parte da ilusão. Aí, conhecidas as profissões, nos resta escolher uma.


5 - Pergunte a quem o conhece o que acham que você deveria fazer
Eu, que já tinha quase certeza do jornalismo, resolvi chutar o pau da barraca: Fiz uma enquete no MSN perguntando se eu deveria fazer Jornalismo, Rádio e TV ou Publicidade e Propaganda. Não foi unânime não, mas jornalismo ganhou em disparado.

Pois é, a opinião dos outros conta muito. Pergunte a familiares e amigos, pois eles certamente conhecem você o suficiente para notar suas características e indicar qual caminho você tem mais talento. Confie neles e no que vocêsente. Se você tiver uma vocação, ela aparecerá.


Esses são passos simples, mas que, para mim, foram eficientes. Espero que ajudem aos leitores que passam por esse tão delicado momento da vida.

Publicado por Gustavo Jreige em 22:14,


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Sábado, Julho 01, 2006


E o ano começa
O Carlos Cardoso e a querida escritora Rosana Hermann desejaram em seus blogs: Feliz Ano Novo!
É verdade! Já passaram os dois principais eventos do ano - o carnaval e a copa -, e com isso 2006 começa para valer. O curioso é isso acontecer exatamente no dia 1º de julho, o primeiro dia do segundo semestre.
Como eles disseram, é hora de tomar vergonha na cara e pensar em coisas mais sérias.
Pensarei, assim que minhas férias terminarem! ;-)

Publicado por Gustavo Jreige em 21:11,


OutrOs OlhOs Podcast
Você vai resmungar e dizer que já viu essa história antes. Pois é, viu mesmo.
Não, não estou falando da copa (não é digno de comentário), mas do nosso podcast.
Sim, de novo adiei sua estréia, prevista incialmente para 03/02 e transferida várias vezes até chegar em 03/07, que agora virou 13/07. Prometo que não haverá mais atraso. Já tenho boa parte do conteúdo pronta e as questões técnicas já estão sendo acertadas, mas preciso de mais tempo para produzir com alguma qualidade. Espero que fique bom!
Parece aqueles avisos chatos de "estamos trabalhando para melhor atendê-lo", mas é verdade.
De qualquer forma, no dia 13 de julho, o OutrOs OlhOs Podcast estará no ar.

Publicado por Gustavo Jreige em 20:31,


A Melhor Banda de Todos os Tempos dos Últimos Meses
A maior novidade da nova mídia, vinda da tendência wiki (blogs, flogs, podcasts e etc), é a presença da pessoa física, do indivíduo em cada conteúdo apresentado. Ele não tenta desaparecer, pelo contrário, ele é o diferencial dessa mídia.
Portanto, usarei o blog para fazer um pedido pessoal e dar uma dica muito boa para meus queridos leitores: Conheça a banda Poléxia!
Faz cerca de um ano que essa banda curitibana domina o meu playlist, já postei aqui sobre ela e até do primeiro podcast, se tudo der certo, ela será a trilha. Mas até hoje nunca fui em nenhum show, porque só aconteceu um show aqui em sampa (e eu não pude ir). Por isso, quero que você os conheça e, caso goste (98% de chance), vote neles no Festival de Bandas Trama Universitário, categoria SUL. Quem vencer em cada categoria (região), percorre o Brasil em shows da Trama ao lado de bandas consagradas, como Mundo Livre S/A e Nação Zumbi.
A canção "Aos Garotos de Aluguel" é marcante, ficará na sua cabeça e te fará pensar! Isso é pop com açucar! Visite o site, lá tem o CD inteiro para baixar!
Eles foram selecionados para essa fase final, mas estão em terceiro lugar na votação. Peço muito o seu voto, basta fazer um cadastro simples no site. O cadastro ainda serve para todos os ótimos sites da Trama.
Merece seu play e voto! Conheça e me fale!

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Em tempo: Amanhã estréia, no Multishow, o programa Trama Virtual, derivado do site. Se você não conhece o site, use o cadastro que você fez para votar em Poléxia e descubra o melhor da cena alternativa do nosso país. Eis um programa com filosofia nobre: Dar espaço para bandas que não têm uma grande empresa mantendo. Amanhã, às 18h, no Multishow, apresentado por João Marcello Bôscoli e com participação da banda Mombojó.

Publicado por Gustavo Jreige em 12:04,


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